Basília Rodrigues
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Coluna da Basília

Basília Rodrigues gosta de apurar e explicar. Jornalista há 18 anos, é especializada na cobertura de Política e Judiciário. Venceu Troféu Mulher Imprensa, +Admirados Jornalistas Brasileiros, Prêmio Especialistas, NaTelinha/UOL e Engenho.

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Cônsul israelense diz esperar mudança de posição do Brasil e fala em conflito “justo” com Irã

Representante de Israel no Brasil avalia que países vivem disputa temporária de visões sobre o conflito e evita falar em prazo para o fim de bombardeios

Imagem da noticia Cônsul israelense diz esperar mudança de posição do Brasil e fala em conflito “justo” com Irã
Cônsul-geral de Israel no Brasil, Rafael Erdreich | Reprodução Facebook Consulado de Israel
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O cônsul-geral de Israel no Brasil, Rafael Erdreich, afirmou nesta segunda-feira (2), esperar “declarações mais positivas” do governo brasileiro sobre os ataques promovidos pelos Estados Unidos e Israel no Irã. A manifestação ocorre após o governo brasileiro condenar o conflito e expressar grave preocupação.

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Em entrevista a jornalistas, com participação do SBT News, Erdreich defendeu a continuidade dos ataques até pôr fim ao governo iraniano, que considera uma “ameaça mundial”.

Ao comentar a relação com o Brasil, disse que os dois países têm histórico de amizade, mas que vivem uma “disputa temporária” de visão sobre o conflito com o Irã:

“O que estamos fazendo com os EUA agora é justo. Estamos defendendo os mesmos valores que o Brasil. Espero ver declarações mais positivas do Brasil, é a posição do governo do Brasil. Mas mantemos nossa cooperação com estados do Brasil”, afirmou.

O cônsul israelense foi questionado sobre a dimensão dos ataques e não quis estabelecer um prazo para que acabem.

“Essa é talvez a campanha militar mais cirúrgica e particular da história. Cada bomba que está caindo tem endereço, o regime iraniano, a guarda iraniana”, disse. “Sou otimista, que depois desse conflito com o Irã, vamos ter mais países do Oriente Médio entrando em acordos”, respondeu sobre as repercussões da guerra na região.

Sobre o impacto para o mundo, Erdreich minimizou questões comerciais. O cônsul foi perguntado sobre o fato da Chevron, uma das maiores empresas de energia do mundo, ter fechado um campo de gás na região, por ordem de Israel.

“Tem uma ameaça verdadeira na vida de milhões de pessoas em todo mundo, eventualmente pode ter problemas de energia. Mas a vida é mais importante, temos que acabar com esse regime que está chocando todo mundo”, disse.

Mas o cônsul criticou a decisão do Irã de fechar o estreito de Ormuz, uma das principais passagens de navios de carga no mundo.

“Eles estão decidindo qual barco vai passar e não vai passar no estreito de Ormuz, onde o comércio do mundo passa. O preço de produtos está aumentando em todo o mundo”.

Sem negar que os conflitos possam colocar a vida de civis em risco, Erdreich ressaltou que este “nunca foi o objetivo”. “Não é objetivo de EUA e Israel atacar civis. Mas apoiá-los”.

Estados Unidos e Israel lançaram um ataque coordenado ao Irã, no sábado (28/2). Entre os alvos, o líder supremo iraniano Aiatolá Ali Khamenei foi morto. O Irã retaliou e continua com bombardeios em Israel.

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