Basília Rodrigues
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Coluna da Basília

Basília Rodrigues gosta de apurar e explicar. Jornalista há 18 anos, é especializada na cobertura de Política e Judiciário. Venceu Troféu Mulher Imprensa, +Admirados Jornalistas Brasileiros, Prêmio Especialistas, NaTelinha/UOL e Engenho.

Política

"Sou um homem inocente", afirma ex-ministro Silvio Almeida contra acusação de importunação sexual

Ex-ministro se manifestou pela primeira vez desde denúncia da PGR, e afirma ter sido alvo de acusação para acabar com sua carreira política

Imagem da noticia "Sou um homem inocente", afirma ex-ministro Silvio Almeida contra acusação de importunação sexual
Ex-ministro Silvio Almeida, acusado de importunação sexual | Reprodução
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O ex-ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, afirmou nesta terça-feira (31) que é inocente da acusação de importunação sexual contra a ministra de igualdade racial, Anielle Franco.

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Almeida falou da situação, pela primeira vez, desde que foi denunciado por importunação sexual pela Procuradoria Geral da República (PGR).

“Olá, meu nome é Silvio Almeida e eu sou um homem inocente”, afirma logo no início de vídeo publicado em suas redes sociais. “Eu sou inocente e não vou me curvar a nenhum tipo de injustiça. Fiquei em silêncio até aqui por responsabilidade, em respeito à dor da minha família, por respeito à lei, uma vez que a investigação corre em sigilo e eu respeito isso. E porque eu sabia também que qualquer palavra dita fora de hora seria usada para intensificar a violência a que estamos sendo submetidos”, afirmou.

Almeida, que foi retirado do governo em setembro de 2024, afirmou que foi demitido em 24 horas, sem direito à defesa, com base em nota sem critério jornalístico. A acusação de importunação sexual veio à tona após reportagem do Portal Metrópoles.

Almeida voltou a afirmar que a pauta de defesa da mulher foi usada para prejudicar sua carreira política. “Uma causa tão importante foi usada para me tirar da política”, afirmou. E que “uma mentira circulou como se fosse verdade”.

“Homens e meninos pretos são vistos com suspeita permanente. Sobre nós é mais fácil projetar o mal que se quer expurgar. Somos tratados como problema de polícia, mas não como sujeitos políticos”, afirma.

Sem citar o nome de Anielle Franco, Almeida se diz alvo de movimentações de pessoas que não tem realizações na política.

“Há movimentações muito previsíveis a quem não tem nenhuma realização para mostrar, nenhuma proposta para oferecer, e que por isso chega ao ponto de incriminar uma pessoa inocente, apenas para eliminar aquele que considera adversário ou para erguer sobre mentira uma bandeira eleitoral”, argumentou.

Mesmo sem fazer referência direta ao Me Too - entidade que afirma ter recebido denúncias contra Sílvio Almeida - o ex-ministro disse que “a organização não mostrou provas”.

Na denúncia, assinada pelo procurador-geral, Paulo Gonet, a PGR afirma que testemunhas sustentam o relato da ministra, ainda que não tenham visto o suposto crime. No caso, houve depoimento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e da corregedora da PF, Aletea Vega Marona Kunde, que afirmaram ter visto Anielle abalada após uma reunião em maio de 2023, em que a ministra teria dito que algo deveria parar.

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