Política

Na disputa pelo mesmo eleitorado de Flávio Bolsonaro, Caiado se rotula anti-Lula desde 1989

Definição de candidatos nestas eleições para comandar o país reedita disputa de Lula versus Caiado, na primeira escolha para presidente da redemocratização

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Basília Rodrigues
Ronaldo Caiado, pré-candidato à Presidência pelo PSD | Divulgação

Ronaldo Caiado, pré-candidato à Presidência pelo PSD | Divulgação

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), aposta na estratégia de que é anti-Lula antes do bolsonarismo existir e até mesmo antes do petista ser eleito presidente da República para chamar atenção na corrida ao Palácio do Planalto. O discurso será repetido para atrair votos de eleitores considerados bolsonaristas e neo-bolsonaristas, que até então tinham Flávio Bolsonaro de candidato.

Caiado tenta vencer Lula há quase 40 anos, mas nunca teve protagonismo nesta polarização. Em 1989, os dois disputaram as primeiras eleições do período da redemocratização à presidência da República, pelo Partido Social Democrático, o PSD da época, e o Partido dos Trabalhadores (PT), respectivamente.

Naquele ano, Jair Bolsonaro era vereador do Rio de Janeiro.

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De lá para cá, Lula foi presidente três vezes e conseguiu eleger Dilma Rousseff em outras duas eleições. Já Caiado foi deputado, senador e governador.

Imagens do debate que Lula e Caiado participaram na TV Bandeirantes viralizam até hoje. Em determinados trechos, Lula afirma que só faria perguntas para o oponente depois que ele registrasse 1,5% das intenções de voto, enquanto Caiado destaca que se o PT fosse eleito para presidência seria um desastre para o país.

Lula e Caiado no debate da Band em 1989 | Reprodução
Lula e Caiado no debate da Band em 1989 | Reprodução

Um novo debate entre Lula e Caiado teria democracia, segurança pública e a pauta do agronegócio como temas principais - de novo.

A ideia de que já se declarava anti-Lula antes de ser moda traz um diferencial para campanha de Caiado, em meio a impressões de que a candidatura do PSD se propõe a ser mera linha auxiliar do bolsonarismo.

A campanha não começou agora.

Em abril de 2025, Caiado chegou a lançar pré-candidatura à presidência pelo União Brasil, em evento em Salvador, com baixa adesão da cúpula do partido. Muito dos custos da pré-campanha foram pagos por ele mesmo. Entre os dirigentes do União, ACM Neto compareceu ao evento, já Antônio Rueda não foi.

Agora, com pompas e circunstâncias, Caiado conquistou a vez de candidato no PSD, de Gilberto Kassab, mas ainda é dúvida nas intenções de voto.

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