Justiça

Fachin procura Alcolumbre e diz que ninguém está acima da lei, mas indiciamento de ministro seria politização da CPI

Presidente do STF disse que possível aprovação do relatório da CPI do Crime Organizado poderia prejudicar a aprovação de um Código de Ética

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Basília Rodrigues
17/04/2026, 00:04 • Atualizado em 17/04/2026, 00:04
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Ministro Edson Fachin, presidente do Supremo | Divulgação/Rosinei Coutinho/STF

Ministro Edson Fachin, presidente do Supremo | Divulgação/Rosinei Coutinho/STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, procurou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para manifestar preocupação com o relatório da CPI do Crime Organizado que pedia o indiciamento de ministros da suprema corte.

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Segundos relatos, Fachin reiterou que ninguém está acima da lei, mas criticou a politização dos rumos de uma comissão investigativa, principalmente em ano eleitoral.

O tom do ministro foi mais cordial e de negociação do que o adotado por magistrados que foram diretamente citados no relatório, como o decano

Gilmar Mendes que classificou as conclusões do relator de arbitrariedade; também Dias Toffoli afirmou que o senador Alessandro Vieira, autor do relatório, não deveria mais ser eleito.

Para Alcolumbre, Fachin falou dos esforços para aprovar um código de ética, mas que receava que possível aprovação do relatóerio da CPI pudesse prejudicar a iniciativa da corte.

O relatório, que foi rejeitado pela comissão, apontava crime de responsabilidade dos ministros por atrapalhar as investigações e serem omissos no combate ao crime organizado.

O ministro defendeu respeito entre parlamento e STF, com a devida separação dos poderes.

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