6x1: Preferido de Alcolumbre, Pacheco evita assumir projeto
Antecessor de Davi Alcolumbre indica não ter interesse em relatar PEC que muda a jornada de trabalho no país


O ex-presidente do Congresso Rodrigo Pacheco (PSB-MG) vem resistindo a assumir a relatoria da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de seis dias trabalhados para um de descanso.
A medida é uma das principais apostas do presidente Lula (PT) em sua campanha à reeleição e vem gerando embates com a oposição, que apresentou propostas alternativas à defendida pelo governo. A PEC foi aprovada pela Câmara no fim de maio e aguarda o encaminhamento do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a primeira etapa da tramitação.
Nos bastidores, Pacheco é apontado como o nome preferido de Alcolumbre para assumir a relatoria da PEC. Isso porque o senador mineiro, aliado de primeira hora do chefe do Senado, é considerado uma figura moderada, o que afastaria o parecer do duelo travado entre a esquerda e a direita.
Além disso, Pacheco desistiu de disputar o governo de Minas Gerais e já indicou que pretende deixar a vida pública ao fim do seu mandato, fator que também colaboraria, na visão de alguns senadores, para afastar o componente eleitoral do relatório.
Apesar das sondagens feitas por Alcolumbre, Rodrigo Pacheco indicou não estar interessado em assumir a empreitada. De acordo com pessoas próximas, o senador se mostra reticente em virar o relator e pondera inclusive que a missão deve ser assumida por senadores que vislumbram disputar as eleições de outubro, já que a pauta pode ser um importante ativo político.
Alcolumbre, mesmo assim, segue tentando um trabalho de convencimento junto a seu aliado.
O presidente do Senado havia afirmado que se reuniria com lideranças partidárias nesta semana para definir o cronograma da PEC e também o relator, mas o encontro não aconteceu. A expectativa é que o tema possa ser definido na próxima semana.

























