PGR vê pressão de Vorcaro sobre Mendonça para fechar delação
SBT News apurou que o depoimento durou quase 3 horas e ocorreu presencialmente na cadeia, onde está Daniel Vorcaro

Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master | Divulgação
A Procuradoria-Geral da República avalia que Daniel Vorcaro passou a acusar a Polícia Federal de intimidação para convencer o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, a determinar a reabertura das negociações do acordo de delação premiada.
O ex-banqueiro, por meio da defesa, levou para Mendonça a acusação de que vinha sendo alvo de pressões psicológicas para não delatar. Em função disso, o ministro marcou depoimento na quinta-feira passada (27). A oitiva foi acompanhada por um juiz auxiliar do ministro, advogados de Vorcaro e representante do Ministério Público, sem a presença da PF.
O SBT News apurou que o depoimento durou quase 3 horas. Teve início às 9h30 da manhã de quinta-feira (27) e ocorreu presencialmente na Papudinha, área destinada a presos vulneráveis, no Complexo Penitenciário da Papuda.
Para fontes da PGR ouvidas pelo SBT News, Vorcaro não diz concretamente nada sobre o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. Descreve situações que ele considera de pressão vinda de agentes que o acompanhavam durante o trânsito de cela. Para a PGR, Vorcaro não traz detalhes, não cita nomes de agentes e, em alguns momentos, não explica se estava se referindo a policiais federais ou agentes penitenciários. A narrativa foi classificada como frágil por quem ouviu o depoimento.
Nenhuma pergunta sobre outros assuntos, como a relação com nomes da política, foi incluída no depoimento. Isso ocorreu porque a única função da audiência era permitir que Vorcaro falasse da intimidação que denunciou. Não era para produzir provas contra ninguém ou esmiuçar pontos da investigação.

























