"Foi necessário um freio de arrumação”, afirma presidente do TCU ao SBT News sobre recuo no caso Master
No lugar de inspeção no Banco Central, será criado um calendário com aval do BC para envio de documentos
O presidente do Tribunal de Contas da União, Vital do Rego, afirmou ao SBT News que a decisão de suspender a inspeção do Banco Central para apurar o caso Master veio após muitos “problemas interpretativos” sobre as intenções do TCU e foi necessário dar um “freio de arrumação”.
“A inspeção não foi extinta, o que houve foi a suspensão da inspeção para que nós criemos com o Banco Central um calendário comum de apresentação de documentos que vai acontecer sem nenhum problema interpretativo. De um lado, a gente tem as prerrogativas do Banco Central com relação ao sigilo bancário, do outro lado, nós temos as prerrogativas do TCU na apreciação e fiscalização da autarquia”, disse à coluna.
Vital do Rego disse que estará de volta a Brasília na segunda-feira (13), quando se reunirá com o relator do caso, Jhonatan de Jesus e o Banco Central para estabelecer um calendário. Ou seja, no lugar do envio de técnicos do tribunal até o BC para inspecionar documentos, muitos considerados sigilosos, serão definidas datas para o envio desses dados pela autoridade monetária. O BC irá orientar o que pode ser compartilhado.
Para o presidente do TCU, houve um “alvoroço” do mercado financeiro com base em “ilações”. O tribunal sentiu a pressão e preferiu recuar.
“A população ainda não tem dimensão disso, mas o mercado tem. Isso é muito delicado para essas instituições financeiras, como um todo. Foi necessário, digamos assim, um freio de arrumação”, disse. “É uma inspeção, uma diligência como outra qualquer, sendo que você tem um assunto delicado que envolve o sigilo bancário e que precisa ter certos cuidados”.































































































