Senador pede para MP do Paraná investigar “mini cassino” em resort que seria ligado à família de Toffoli
Parlamentar afirma que empreendimento pode infringir regras de jogos ilícitos. Pedido pretende complicar situação de ministro do STF e forçar impeachment

O senador Eduardo Girão (Novo-Ceará) apresentou nesta segunda-feira (26) pedido no Ministério Público do Paraná de investigação sobre a suposta prática ilegal de jogos de apostas, incluindo máquinas caça níqueis, no resort Tayayá, que seria ligado a familiares do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). Girão classifica de “mini cassino” e “jogatina”, com base em notícias.
“Não obstante menções, em reportagens jornalísticas, a suposta vinculação ou proximidade com o Ministro Dias Toffoli, a presente representação possui objeto claramente delimitado: a persecução penal e a apuração da legalidade da exploração”, afirma no documento.
O senador cita reportagem do portal Metrópoles que informa a propriedade do resort - que seria de irmãos de Toffoli - e também a existência da prática de "Black Jack, na atuação de dealers, na disponibilização de máquinas eletrônicas de apostas e na realização dessas atividades em ambiente aparentemente estruturado, organizado e de funcionamento contínuo”.
O empreendimento alega, porém, que oferece modalidade de entretenimento que estaria dentro das leis locais, o que o parlamentar contesta.
"Diante dos fatos noticiados pela imprensa, evidencia-se a necessidade de atuação investigativa por parte do Ministério Público do Estado do Paraná, a fim de apurar a legalidade da operação do denominado “mini cassino”, atualmente em pleno funcionamento nas dependências do Resort Tayayá, bem como verificar eventual afronta ao ordenamento jurídico vigente”, diz.
“Conforme registrado nas reportagens, há imagens audiovisuais que evidenciariam a completa ausência de controle de acesso ao ambiente de apostas, circunstância que teria possibilitado a entrada e permanência de menores no ambiente em que se estava desenvolvendo a prática da jogatina”.
Girão também é autor de pedido de impedimento do ministro Dias Toffoli, na Procuradoria Geral da República, no caso Master. Ainda está sem resposta. Junto com outros senadores de oposição, o parlamentar pressiona também pelo impeachment do ministro.
Em nota, o empreendimento afirma que “jamais poderia pertencer e tampouco ser controlado por um único proprietário” porque possui modelo de multipropriedade que corresponde a mais de 1.500 condôminos.


























































































































