Toffoli cobra PF por demora no caso Master em mais um capítulo de mal-estar
Ordem é para que o diretor geral da PF, Andrei Rodrigues, preste esclarecimentos em 24h
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, cobrou explicações da Policia Federal nesta quarta-feira (14) sobre o que considerou demora no cumprimento de ordens de prisão e busca e apreensão no caso Master.
A ordem é para que o diretor geral da PF, Andrei Rodrigues, preste esclarecimentos em 24h.
Em decisão obtida pelo SBT News, o ministro afirma que determinou prisão e busca pessoal do cunhado de Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel, e buscas em endereços do investidor Nelson Tanure no prazo de 24 horas, que terminaram na noite desta terça-feira (13). Os mandados judiciais no entanto foram cumpridos nesta quarta-feira.
Em manifestação apresentada ao STF, a PF argumenta que tomou conhecimento de viagem de Zettel nesta quarta (14) e que cumpriria os mandados no aeroporto de Guarulhos.
“Causa espécie a esse Relator não só o descumprimento do prazo por mim estabelecido para cumprimento das medidas cautelares ordenadas, posto que resta claro que outros envolvidos podem estar descaraterizando as provas essenciais ao deslinde da causa, como a falta de empenho no cumprimento da ordem judicial para a qual a Polícia Federal teve vários dias para planejamento e preparação, o que poderá resultar em prejuízo e ineficácia das providências ordenadas”, afirma o ministro.
“Destaco que a prisão neste momento e diante da descrição realizada pela autoridade policial é imprescindível para as investigações, observados os elementos concretos trazidos e a urgência descrita na representação policial endossada pelo Procurador-Geral da República”, diz.
Na decisão, Toffoli escreve em letras garrafais que houve inobservância expressa e deliberada da PF no cumprimento das decisões dele. “Observo, ainda, que eventual frustração do cumprimento das medidas requeridas decorre de inércia exclusiva da POLÍCIA FEDERAL, inclusive diante de INOBSERVÂNCIA EXPRESSA E DELIBERADA DE DECISÃO POR MIM PROFERIDA NA DATA DE 12.01.2026, QUE DETERMINOU A DEFLAGRAÇÃO DA PRESENTE FASE NO PRAZO DE 24 HORAS”, enfatiza.
No mesmo despacho obtido pela coluna, Toffoli determina que todos documentos e bens apreendidos devem ir para o STF.
Este é o segundo episódio de atrito durante a investigação entre o gabinete de Toffoli e autoridades policiais que conduzem o caso. Autorizada a colher depoimentos e acareação de alvos da investigação, no início deste mês, a PF informou que não havia recebido documentos formais. A sessão, no entanto, ocorreu após reforço da decisão do gabinete do ministro.





































































































