Análise: STF diverge de PF durante acareação, e reafirma que Toffoli dá palavra final
Clima tenso marcou sessão de depoimentos e acareação em Brasília
Basília Rodrigues
31/12/2025, 17:17 • Atualizado em 31/12/2025, 17:17
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O ministro do STF Dias Toffoli | Ton Molina/STF
A série de depoimentos e acareação sobre o caso Master, nesta terça-feira (30), foi marcada por clima tenso entre depoentes e também entre Supremo Tribunal Federal e Polícia Federal. A conclusão que fica desse dia atípico no STF é que prevaleceu o ritmo que o relator do caso, Dias Toffoli, decidiu dar ao processo, que segue boa parte sob sigilo.
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Após se envolver em polêmica por viajar com advogado de um dos diretores investigados do Master, Toffoli decidiu pelos depoimentos, acareação, fazendo a investigação andar e assumindo posição de que é ele quem dá a palavra final.
Nesta terça, a delegada federal Janaína Pallazo e o juiz auxiliar do gabinete discordaram sobre a realização dos depoimentos. A autoridade policial teria dito que não foi informada oficialmente, e que prosseguiria apenas com a acareação. Enquanto o juiz auxiliar do gabinete de Toffoli argumentou que todas as decisões do ministro estavam no processo desde o início e que a PF deveria tomar os depoimentos antes.
O ministro Toffoli foi consultado na hora por telefone e reafirmou que a PF deveria cumprir o que já estava determinado. Como relator, o ministro se coloca como supervisor das atividades que são desenvolvidas na investigação, trazendo para ele muita responsabilidade sobre um caso que envolve bancos, empresários, políticos e um dano ainda incalculável contra clientes.
Dono do Master, Daniel Vorcaro prestou depoimento durante duas horas e meia. Em seguida, divergências foram constatadas pelo tribunal logo no início do depoimento do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. Fontes do STF afirmam que a participação em seguida do diretor de fiscalização do Banco Central, Ailton Aquino, foi valiosa para colocar os investigados em “maus lençóis”.
Aquino foi dispensado depois. A acareação foi somente entre Vorcaro e Costa, durante cerca de 1 hora. Na visão de auxiliares do STF, as divergências foram significativas. Mas, para advogados que acompanham a audiência, a acareação foi tranquila.
Análise: STF diverge de PF durante acareação, e reafirma que Toffoli dá palavra finalClima tenso marcou sessão de depoimentos e acareação em BrasíliaEconomia2025-12-31T17:17:13.988ZA série de depoimentos e acareação sobre o caso Master, nesta terça-feira (30), foi marcada por clima tenso entre depoentes e também entre Supremo Tribunal Federal e Polícia Federal. A conclusão que fica desse dia atípico no STF é que prevaleceu o ritmo que o relator do caso, Dias Toffoli, decidiu dar ao processo, que segue boa parte sob sigilo. Após se envolver em polêmica por viajar com advogado de um dos diretores investigados do Master, Toffoli decidiu pelos depoimentos, acareação, fazendo a investigação andar e assumindo posição de que é ele quem dá a palavra final. Nesta terça, a delegada federal Janaína Pallazo e o juiz auxiliar do gabinete discordaram sobre a realização dos depoimentos. A autoridade policial teria dito que não foi informada oficialmente, e que prosseguiria apenas com a acareação. Enquanto o juiz auxiliar do gabinete de Toffoli argumentou que todas as decisões do ministro estavam no processo desde o início e que a PF deveria tomar os depoimentos antes. O ministro Toffoli foi consultado na hora por telefone e reafirmou que a PF deveria cumprir o que já estava determinado. Como relator, o ministro se coloca como supervisor das atividades que são desenvolvidas na investigação, trazendo para ele muita responsabilidade sobre um caso que envolve bancos, empresários, políticos e um dano ainda incalculável contra clientes. Dono do Master, Daniel Vorcaro prestou depoimento durante duas horas e meia. Em seguida, divergências foram constatadas pelo tribunal logo no início do depoimento do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. Fontes do STF afirmam que a participação em seguida do diretor de fiscalização do Banco Central, Ailton Aquino, foi valiosa para colocar os investigados em “maus lençóis”. Aquino foi dispensado depois. A acareação foi somente entre Vorcaro e Costa, durante cerca de 1 hora. Na visão de auxiliares do STF, as divergências foram significativas. Mas, para advogados que acompanham a audiência, a acareação foi tranquila. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/analise-stf-diverge-de-pf-durante-acareacao-e-reafirma-que-toffoli-da-palavra-final
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