PF faz buscas em endereços de Daniel Vorcaro, dono do Master, e de familiares do banqueiro
Autorizada pelo ministro Dias Toffoli, do STF, segunda fase da operação Compliance Zero bloqueou R$ 5,7 bilhões em bens e valores


Basília Rodrigues
Anita Prado
A Polícia Federal (PF) cumpriu na manhã desta quarta-feira (14) mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em São Paulo, e em endereços de familiares do banqueiro. Outros alvos da força-tarefa foram o empresário e investidor Nelson Tanure e João Carlos Mansur, ex-presidente e fundador da gestora de fundos Reag Investimentos.
A investigação deflagrou hoje a fase 2 da operação Compliance Zero. A primeira etapa, em 18 de novembro de 2025, chegou a prender Vorcaro no raio-x do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, quando ele tentava deixar o Brasil. Naquele mesmo dia, o Banco Central (BC) decretou liquidação extrajudicial do Master, processo que gerou questionamentos do Tribunal de Contas da União (TCU).
O SBT News procura defesas de alvos da força-tarefa e aguarda resposta.

Ação de hoje cumpriu, ao todo, 42 ordens de busca e apreensão, expedidas pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), e medidas de sequestro e bloqueio de bens e valores que chegam a R$ 5,7 bilhões. Mandados foram cumpridos em cinco estados: Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo.
A PF ainda realizou prisão temporária de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, no Aeroporto de Guarulhos (SP), para que ele não atrapalhasse o cumprimento dos mandados. Medida foi determinada até 7 horas da manhã, período em que várias ordens judiciais foram concretizadas. Informação da investigação é de que detenção, feita com objetivo de proteger ações determinadas para hoje, seria exaurida depois desse horário.

Segunda fase da Compliance Zero foi deflagrada, segundo a PF, para investigar fundos e pessoas que auxiliaram a montar a fraude envolvendo o banco.
A força-tarefa apura suspeita de crimes de organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de capitais.










