"Fui até o fim": Presidente do São Paulo se diz vítima de armação em mensagem a amigos e conselheiros
Júlio Casares afirmou que, afastado, vai se concentrar em provar inocência. Ele sofreu impeachment por suposto prejuízo financeiro ao time

O presidente afastado do São Paulo, Júlio Casares, divulgou na noite deste domingo (18) uma mensagem a amigos e conselheiros do clube em que relata ter recebido ameaças e se coloca como alvo de armação e traição. Segundo aliados, como informou a coluna, ele deve renunciar ao cargo.
“Vivi um enredo marcado por armações políticas, traições, muito dinheiro, ilações plantadas na mídia (impulsionamentos nas redes sociais etc..) além de ameaças a mim e familiares. Algo estarrecedor. Triste demais. Mas o tempo é o senhor da razão. Fui até o fim”, disse.
Aliados de Casares informaram no sábado (17) que o empresário havia decidido renunciar ao cargo. Mas depois receberam uma mensagem dúbia.
Casares é acusado de venda de atletas abaixo do valor de mercado e uso irregular de camarote do estádio. Na sexta-feira (16), o Conselho Deliberativo do clube aprovou o processo de impeachment do dirigente, no Morumbis.
“Apresentei a minha única defesa e juntei documentos. Fui prejulgado por matérias produzidas na internet através de ilações maldosas e agressivas, que geraram grande desconforto e ataques à minha dignidade humana, atingindo frontalmente meus familiares. Poderia ter renunciado antes, mas não o fiz por uma única razão, não tinha e não tenho culpa alguma nos fatos trazidos e plantados na mídia”, se defende.
Dos 235 conselheiros do São Paulo, 188 votaram pelo impeachment de Casares. “Uma decisão meramente política, pois eu teria apenas mais 10 meses para terminar o meu 2º mandato. Agora, vou me concentrar em provar a minha total inocência a todas as acusações a mim desferidas e buscar recuperar a minha reputação!“, conclui.
Com o afastamento, o vice-presidente do clube Harry Massia Júnior, de 80 anos, assumiu o comando do time interinamente.
Leia a íntegra da carta de renúncia de Julio Casares:
"Segue minha manifestação a respeito dos últimos acontecimentos.
Vivi um enredo marcado por armações políticas, traições, muito dinheiro, ilações plantadas na mídia (impulsionamentos nas redes sociais etc..) além de ameaças a mim e familiares. Algo estarrecedor. Triste demais. Mas o tempo é o senhor da razão. Fui até o fim.
Apresentei a minha única defesa e juntei documentos. Fui prejulgado por matérias produzidas na internet através de ilações maldosas e agressivas, que geraram grande desconforto e ataques à minha dignidade humana, atingindo frontalmente meus familiares.
Poderia ter renunciado antes, mas não o fiz por uma única razão, não tinha e não tenho culpa alguma nos fatos trazidos e plantados na mídia. Por isso, já que não tive amplo direito de defesa e do necessário contraditório, tive que usar a tribuna para, em 20 minutos, como única oportunidade para me defender. Deus me deu a coragem para enfrentar a situação e defender a minha honra, olho no olho, como foi feito.
Mesmo provando a minha total inocência, fui prejulgado pela maioria dos conselheiros que decretou o meu impeachment. Uma decisão meramente política, pois eu teria apenas mais 10 meses para terminar o meu 2º mandato.
Agora, vou me concentrar em provar a minha total inocência a todas as acusações a mim desferidas e buscar recuperar a minha reputação!
Obrigado pela compreensão e solidariedade! JULIO CASARES!"













































































































