Antes de anunciar ida para PSD, Caiado conversou com Flávio Bolsonaro sobre nova estratégia da direita
Ao SBT News, governador de Goiás contou que não queria federação de União Brasil com Progressistas, e havia perdido espaço

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, contou ao SBT News que dias antes de fechar o acordo de filiação no PSD, de Gilberto Kassab, esteve reunido com Flávio Bolsonaro (PL) para tratar dos rumos da direita nestas eleições.
O encontro ocorreu na casa de Flávio, em Brasília, há uma semana. “Disse para ele que tinha que procurar um partido, que com a federação do União Brasil com o Progressistas, eu não tinha chance de consolidar candidatura”, afirmou Caiado à coluna. “Flávio me disse que temos que repetir o que ocorreu no Chile, em que vários candidatos de direita saíram e no fim foi eleito um centro-direita”, contou. “Eu concordo”.
Escanteado no União Brasil, apesar de ter lançado pré-candidatura ao Planalto em julho do ano passado, Caiado vinha em busca de outro partido. A proximidade da federação do UB com o PP, esperada para as próximas semanas, foi determinante. Caiado avisou aos dirigentes dos partidos, ACM Neto e Antônio Rueda, que não gostaria de estar mais no grupo. Ele e Ciro Nogueira, que também tem papel de comando sobre a federação, acumulam divergências. “Vi que não teria condição de continuar candidato no União Brasil”, desabafou. “Eu ser vetado por um quase ex-senador é duro”, aproveitou para alfinetar Ciro. Caiado estava há 40 anos no partido, desde as antigas siglas PFL e Democratas.
Caiado contou que fez uma primeira conversa com Kassab, sobre a ideia de ir para o PSD, no fim de 2025, antes do Natal. Mas que também avaliou possibilidade de mudança com Paulinho da Força e Renata Abreu, que presidem o Solidariedade e o Podemos, respectivamente.
Prevaleceu o convite de Kassab diante do plano de agrupar nomes de governadores que queiram ser presidentes. Além de Caiado, estão no PSD, os governadores do Paraná, Ratinho Jr., e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. Os três foram recebidos na casa de Kassab, em São Paulo, para jantar. O anúncio formal nasceu desse encontro, o que rendeu um vídeo de Caiado, Ratinho e Leite para as redes sociais.
“Foi um acordo de cavalheiros. É para mostrar que esse não é um projeto de ordem pessoal. Se fosse, eu iria para um partido em que seria o único candidato. É um gesto de desprendimento”, explicou. “Ninguém está com carta marcada. Aquele que atravessar (a disputa) vai para o abraço”, disse.
“Não foi uma medida política normal, foi uma mudança de conceito, de definição de candidatura, que passa a ser competitiva no cenário nacional”, ambiciona.
O PSD irá criar uma comissão para definir qual dos governadores será o candidato da legenda.































































































































