Em conversa com senadores, Fachin é cobrado sobre Toffoli na relatoria do Master e diz não abrir mão da transparência
Parlamentares também se encontraram com a PF, que designou um técnico para ajudar os trabalhos da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE)

Cobrado pela conduta do ministro Dias Toffoli no caso Master, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, afirmou a senadores em reunião, nesta quarta-feira (11), que a transparência é fundamental para que as instituições tenham credibilidade.
A postura foi enfática e chegou a surpreender políticos que estavam na reunião. Segundo relatos, Fachin estava sereno e não fez críticas diretas a Toffoli.
O grupo de senadores, que faz parte da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), reclamou do grau de sigilo imposto por Toffoli sobre o caso Master devido à dificuldade para outras instituições investigarem o banco.
Apesar de ter recebido informações da Polícia Federal sobre citações ao ministro em conversas do banqueiro Daniel Vorcaro, na segunda-feira (9), Fachin não entrou no assunto durante a conversa com os senadores.
Para senadores que estiveram com o ministro, após o compromisso com transparência, ficou a sensação de que haverá mudanças na condução do caso.
"É indefensável a permanência de Toffoli nessa investigação", afirmou a senadora Damares Alves ao SBT News. "Vamos protestar contra qualquer tentativa de abafar o caso", reforçou o senador Esperidião Amin.
A comissão também esteve com a Polícia Federal, que apresentou um cronograma de acontecimentos sobre o caso Master.
A PF disponibilizou um delegado para orientar a CAE na apuração dos dados. Na semana passada, após reunião com o grupo, o Banco Central também colocou um técnico à disposição.

























































































































































