Política

Itamaraty condena ataques de Israel ao Líbano e pede respeito à soberania

Diplomacia brasileira também criticou agressões do Hezbollah contra o território israelense, em nota emitida nesta sexta (13)

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Ighor Nóbrega
14/03/2026, 00:55 • Atualizado em 14/03/2026, 00:55
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Palácio do Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores | Reprodução

Palácio do Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores | Reprodução

O Ministério das Relações Exteriores condenou em nota nesta sexta-feira (13) os “contínuos ataques” de Israel ao território do Líbano. O Itamaraty criticou as mortes e o deslocamento forçado provocados pelas ações militares israelenses e pediu que o governo de Benjamin Netanyahu respeite a soberania do país vizinho.

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No mesmo comunicado, a diplomacia brasileira também condenou os ataques retaliatórios promovidos pelo grupo Hezbollah, patrocinado pelo regime teocrático do Irã.

“Ao expressar seu apoio ao Governo libanês em seus esforços para exercer plena soberania sobre seu território e garantir o monopólio do uso da força em todo o país, o Brasil condena, igualmente, o lançamento de foguetes pelo Hezbollah a partir do Líbano contra o território israelense”, escreveu o MRE.

O ministério apelou às partes para que encerrem as hostilidades imediatamente e cumpram as resoluções da Organização das Nações Unidas (ONU).

Essa é a quarta nota oficial publicada pelo Itamaraty sobre os conflitos no Oriente Médio desde a última escalada das tensões, em 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado dos Estados Unidos e de Israel mirou alvos iranianos e matou o líder supremo do país persa, o aiatolá Ali Khamenei.

A nova ofensiva da aliação EUA-Israel provocou uma reação do Irã, que lançou ataques contra o país judeu e bombardeou nações vizinhas como Qatar, Bahrein e Emirados Árabes Unidos, provocando o fechamento do espaço aéreo da região e uma crise no mercado de petróleo, principal ativo econômico do Golfo Pérsico.

Além do Irã, sob a diretiva da Guarda Revolucionária, grupos apoiados como os Houthis, do Iêmen, e o próprio Hezbollah, baseado no Líbano, retomaram o lançamento de mísseis contra Israel, escalando ainda mais o conflito.

Nesse quesito, o Itamaraty reiterou a preocupação com a perda de vidas civis no Oriente Médio. Em nota do dia 3 de março, a diplomacia brasileira disse acompanhar o conflito com grande preocupação e defendeu a adoção de um cessar-fogo entre as nações.

Segundo dados do ministério, há cerca de 70 mil brasileiros vivendo nas regiões envolvidas nos combates. A maior parte, aproximadamente 22 mil, estão no Líbano, constituindo a maior comunidade brasileira na área de guerra. Os nacionais brasileiros em Israel somam em torno de 14 mil. Até esta sexta-feira (13), não há registro de mortes nestes grupos.

“O Brasil reafirma que o diálogo e a negociação diplomática constituem o único caminho viável para a superação das divergências e a construção de uma solução duradoura, cabendo às Nações Unidas papel central na prevenção e na resolução de conflitos, nos termos da Carta de São Francisco”, afirmou o MRE no comunicado de 28 de fevereiro, logo após a eclosão do conflito.

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