Israel inicia onda de ataques em larga escala na área de Dahieh, em Beirute
Operação foi anunciada momentos depois de o norte de Israel ter sofrido um ataque com 'dezenas' de foguetes do Hezbollah, segundo um porta-voz militar

Sofia Pilagallo
O Exército israelense iniciou uma nova onda de ataques em larga escala contra a infraestrutura do Hezbollah na área de Dahieh, em Beirute, informaram as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) nesta quarta-feira (11). As IDF acrescentaram que os esforços de interceptação de projéteis do Hezbollah estão em andamento.
A operação foi anunciada momentos depois de o norte de Israel ter sofrido um ataque com "dezenas" de foguetes do Hezbollah, segundo um porta-voz militar. Oito atentados de grande potência foram registrados, sendo que pelo menos um deles teve forte eco em grande parte da capital.
Entre 28 de fevereiro e 3 de março, 12 pessoas morreram, 235 ficaram feridas e 80 prédios foram danificados em Israel em decorrência de ataques realizados pelo regime iraniano. Até o momento, o país não registrou mortes causadas em ofensivas lançadas pelo Hezbollah. O país conta com um sistema de defesa capaz de interceptar ameaças ainda no ar, com taxa de sucesso de cerca de 90%.
No Líbano, por sua vez, 634 pessoas morreram devido aos bombardeios israelenses, concentrados principalmente no sul do país, no Vale do Bekaa, a leste, e na área de Dahye, em Beirute. O número de feridos ultrapassa 1.500, enquanto os deslocados internos no Líbano já somam mais de 760.000.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a dizer nesta quarta-feira que "praticamente não há mais nada" para atacar no Irã e que a guerra terminará "em breve". Por outro lado, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse na segunda-feira (9) que "ainda há mais por vir" na guerra contra o Irã, contradizendo seu principal aliado na guerra.
O conflito no Oriente Médio começou em 28 de fevereiro, quando os EUA e Israel atacaram alvos no Irã. As ofensivas atingiram instalações estratégicas e lideranças do regime iraniano, incluindo o líder supremo iraniano Ali Khamenei. O ocorrido provocou forte reação do governo iraniano e aumentou a instabilidade política no país.









