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Israel emite novo alerta de evacuação após ataque matar 7 pessoas no Líbano

Tropas de Tel Aviv atuam contra o Hezbollah, aliado do Irã; governo pediu que grupo entregue armas para evitar escalada

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Tropas israelenses em atuação no sul do Líbano | Divulgação/IDF

Israel emitiu, nesta quinta-feira (12), um novo alerta de evacuação para bairros no sul do Líbano. O aviso ocorre em meio à ofensiva contra o grupo Hezbollah, que continua atacando Tel Aviv em retaliação à operação coordenada entre Israel e Estados Unidos no Irã.

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“Estamos agindo com determinação contra a organização terrorista Hezbollah após sua decisão deliberada de atacar Israel em nome do regime iraniano”, disse o exército israelense. Segundo os militares, em 30 minutos, foram lançados ataques contra 10 quartéis do grupo, incluindo sedes de inteligência e centros de comando.

O novo aviso de evacuação vem horas após um ataque aéreo em Beirute deixar sete mortos e 21 feridos, conforme o Ministério da Saúde do Líbano. Desde o início da ofensiva israelense no país, que também ocorre por terra, 570 pessoas morreram e outras 1,4 mil ficaram feridas.

O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, repudiou o lançamento de mísseis pelo Hezbollah, dizendo que o ato era "irresponsável”, pois dá a Israel pretextos para bombardear o país, mesmo com o cessar-fogo firmado em 2024. Para tentar conter a situação, Salam proibiu a atuação do Hezbollah, exigindo que os militantes do grupo entreguem suas armas ao governo.

“O governo solicita a todas as agências militares e de segurança que impeçam a realização de qualquer operação militar ou o lançamento de foguetes ou drones a partir de territórios libaneses, além de prender infratores”, disse o premiê. “Não permitiremos que o país seja arrastado para novas aventuras e tomaremos todas as medidas necessárias para deter os autores e proteger os libaneses”, acrescentou.

O que está acontecendo no Oriente Médio?

O Irã foi alvo de um ataque coordenado entre Estados Unidos e Israel no 28 de fevereiro. O bombardeio, que deixou mais de 500 mortos, ocorreu em meio às negociações de Teerã com Washington sobre um novo acordo nuclear.

Restringir a capacidade nuclear do Irã tem sido uma das prioridades da política externa de Washington há décadas. Em 2015, o então presidente Barack Obama fez um acordo com o país, limitando as atividades nucleares e permitindo a inspeção das instalações para garantir que fossem usadas apenas para fins civis e não para a produção de armas. Em troca, o Irã recebia alívio nas sanções.

Tal acordo, no entanto, foi rasgado em 2018 por Donald Trump, que alegou que o acordo era benéfico demais para o Irã. Com isso, o país deixou de cumprir o acordo e elevou o grau de enriquecimento de urânio – que pode ser usado para fazer bombas nucleares. O governo de Joe Biden até tentou retomar o acordo, oferecendo novamente alívio nas sanções econômicas, mas não obteve sucesso.

Agora, em seu segundo mandato, Trump vinha pressionando o governo iraniano a limitar ou abandonar o programa nuclear, sob a justificativa de que o país estaria próximo de desenvolver uma bomba atômica. A acusação é rejeitada por Teerã, que afirma que o programa tem fins pacíficos, voltados sobretudo à produção de energia.

Dias antes do ataque, representantes iranianos e norte-americanos se encontram na Suíça para debater um novo acordo nuclear. Eles haviam classificado o encontro como positivo, dizendo que o próximo passo envolveria equipes especializadas de ambos os países em Viena, na sede da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

Na manhã de sábado, no entanto, Trump acusou o Irã de “voltar a perseguir suas ambições nucleares”, mesmo após os ataques de 2025, resultando em novos bombardeios, desta vez em parceria com Israel. Em retaliação aos ataques, Teerã lançou mísseis contra Israel e atacou bases militares norte-americanas no Oriente Médio. Um ataque direto aos Estados Unidos também foi prometido pelos iranianos.

O conflito se expandiu após o Hezbollah, aliado do Irã, lançar mísseis contra Israel, que respondeu atacando alvos em todo o Líbano, país onde o grupo é dominante. Além disso, drones iranianos atingiram bases militares europeias no Oriente Médio. A ação resultou em um comunicado conjunto entre França, Alemanha e Reino Unido, que sugeriram a possibilidade de entrar no conflito para "a defesa de seus interesses e de seus aliados".

As hostilidades entre Irã e Estados Unidos escalaram para o Estreito de Ormuz. Situada entre o Irã e Omã, a região é um ponto estratégico por ser a principal rota de saída para cerca de 20% do petróleo mundial. Por esse motivo, confrontos militares na região levantam sérias preocupações sobre a segurança energética e a estabilidade do mercado global de petróleo, o que pressiona a economia.

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