HIV cai 42,9% no mundo, mas metas da ONU seguem longe
Mortes reduziram 56% desde 2010, mas o mundo ainda registra 1,2 milhão de novas infecções, e cortes no financiamento ameaçam a meta de erradicar a Aids até 2030
Vicklin Moraes
Testes de HIV | Agência Brasil
O número de novos casos de HIV no mundo caiu 42,9% desde 2010, atingindo o menor patamar desde o início da epidemia. No mesmo período, as mortes relacionadas à Aids recuaram 56%. Os dados constam em relatório global divulgado nesta segunda-feira (27) pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids).
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
Apesar dos avanços históricos, impulsionados sobretudo pela ampliação do tratamento antirretroviral, cerca de 9 milhões de pessoas ainda não têm acesso às terapias. Além disso, cortes expressivos no financiamento internacional e doméstico ameaçam comprometer a meta global de acabar com a Aids como ameaça à saúde pública até 2030.
Em 2025, foram registradas cerca de 1,2 milhão de novas infecções por HIV no mundo, uma redução significativa em relação aos 2,1 milhões contabilizados há 15 anos. As mortes por complicações da Aids também caíram, totalizando 570 mil no último ano, frente a 1,3 milhão em 2010, o menor número em três décadas.
Atualmente, cerca de 41 milhões de pessoas vivem com o vírus no planeta. A cobertura do tratamento antirretroviral — que impede a progressão do HIV para Aids — avançou de 24% em 2010 para 78% em 2025.
Apesar da evolução, os indicadores ainda estão distantes das metas estabelecidas pela ONU para 2025. O objetivo era reduzir os novos casos para 200 mil, mas o número ficou cerca de 1 milhão acima do previsto. Já a meta de mortalidade, fixada em 170 mil mortes, foi superada em aproximadamente 400 mil.
Um dos principais avanços apontados pelo relatório é o combate à transmissão vertical, de mãe para filho durante a gestação ou o parto. Em 2025, a cobertura de prevenção chegou a 87% das gestantes que vivem com HIV, bem acima dos 51% registrados em 2010. Como resultado, cerca de 4,8 milhões de infecções infantis foram evitadas, e os casos pediátricos caíram 69%.
Ainda assim, as crianças seguem entre os grupos mais vulneráveis. Apenas 54% das crianças com HIV tinham acesso ao tratamento em 2025, deixando mais de 580 mil sem assistência. Embora representem cerca de 3% das pessoas que vivem com HIV, elas responderam por 11% das mortes relacionadas à Aids no último ano.
O acesso aos serviços de saúde permanece desigual. Em nível global, os homens têm menor cobertura de tratamento do que as mulheres (74% contra 84%). No entanto, em regiões como América Latina, Oriente Médio e Norte da África, o cenário se inverte, com mulheres enfrentando maior dificuldade de acesso.
O relatório também destaca que populações-chave — como trabalhadores sexuais, homens que fazem sexo com homens, pessoas trans e usuários de drogas — continuam enfrentando barreiras significativas ao tratamento, mesmo em regiões com alta cobertura na população geral, como a África Subsaariana.
O ponto mais crítico do levantamento aponta para uma crise iminente no financiamento de programas de prevenção, especialmente na África Subsaariana, onde 83% dos recursos dependem de ajuda externa.
Em 2025, os cortes tiveram impactos expressivos: o número de pessoas em uso da profilaxia pré-exposição (PrEP) caiu 38% entre 2024 e 2025 em 62 países analisados; o financiamento para distribuição de preservativos despencou 93%; a testagem de HIV recuou 22% em países com alta prevalência; e os recursos destinados à promoção de direitos humanos e ambientes protetivos caíram 80%.
HIV cai 42,9% no mundo, mas metas da ONU seguem longeMortes reduziram 56% desde 2010, mas o mundo ainda registra 1,2 milhão de novas infecções, e cortes no financiamento ameaçam a meta de erradicar a Aids até 2030Mundo2026-07-27T20:03:54.719ZO número de novos casos de HIV no mundo caiu 42,9% desde 2010, atingindo o menor patamar desde o início da epidemia. No mesmo período, as mortes relacionadas à Aids recuaram 56%. Os dados constam em relatório global divulgado nesta segunda-feira (27) pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids). Apesar dos avanços históricos, impulsionados sobretudo pela ampliação do tratamento antirretroviral, cerca de 9 milhões de pessoas ainda não têm acesso às terapias. Além disso, cortes expressivos no financiamento internacional e doméstico ameaçam comprometer a meta global de acabar com a Aids como ameaça à saúde pública até 2030. Em 2025, foram registradas cerca de 1,2 milhão de novas infecções por HIV no mundo, uma redução significativa em relação aos 2,1 milhões contabilizados há 15 anos. As mortes por complicações da Aids também caíram, totalizando 570 mil no último ano, frente a 1,3 milhão em 2010, o menor número em três décadas. Atualmente, cerca de 41 milhões de pessoas vivem com o vírus no planeta. A cobertura do tratamento antirretroviral — que impede a progressão do HIV para Aids — avançou de 24% em 2010 para 78% em 2025. Apesar da evolução, os indicadores ainda estão distantes das metas estabelecidas pela ONU para 2025. O objetivo era reduzir os novos casos para 200 mil, mas o número ficou cerca de 1 milhão acima do previsto. Já a meta de mortalidade, fixada em 170 mil mortes, foi superada em aproximadamente 400 mil. Um dos principais avanços apontados pelo relatório é o combate à transmissão vertical, de mãe para filho durante a gestação ou o parto. Em 2025, a cobertura de prevenção chegou a 87% das gestantes que vivem com HIV, bem acima dos 51% registrados em 2010. Como resultado, cerca de 4,8 milhões de infecções infantis foram evitadas, e os casos pediátricos caíram 69%. Ainda assim, as crianças seguem entre os grupos mais vulneráveis. Apenas 54% das crianças com HIV tinham acesso ao tratamento em 2025, deixando mais de 580 mil sem assistência. Embora representem cerca de 3% das pessoas que vivem com HIV, elas responderam por 11% das mortes relacionadas à Aids no último ano. O acesso aos serviços de saúde permanece desigual. Em nível global, os homens têm menor cobertura de tratamento do que as mulheres (74% contra 84%). No entanto, em regiões como América Latina, Oriente Médio e Norte da África, o cenário se inverte, com mulheres enfrentando maior dificuldade de acesso. O relatório também destaca que populações-chave — como trabalhadores sexuais, homens que fazem sexo com homens, pessoas trans e usuários de drogas — continuam enfrentando barreiras significativas ao tratamento, mesmo em regiões com alta cobertura na população geral, como a África Subsaariana. O ponto mais crítico do levantamento aponta para uma crise iminente no financiamento de programas de prevenção, especialmente na África Subsaariana, onde 83% dos recursos dependem de ajuda externa. Em 2025, os cortes tiveram impactos expressivos: o número de pessoas em uso da profilaxia pré-exposição (PrEP) caiu 38% entre 2024 e 2025 em 62 países analisados; o financiamento para distribuição de preservativos despencou 93%; a testagem de HIV recuou 22% em países com alta prevalência; e os recursos destinados à promoção de direitos humanos e ambientes protetivos caíram 80%.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/hiv-cai-42-9-no-mundo-mas-metas-da-onu-seguem-longe
Efraim minimiza fala de Flávio sobre urnas eletrônicas
Senador afirma que o tema não deve ganhar força na campanha e avalia que o perfil dos ministros do TSE tende a reduzir tensões sobre o sistema eleitoral
Brasil cria grupo com Coreia para avançar acordo comercial
Lula recebeu coreano Lee Jae-myung e assinou memorandos em áreas como cooperação aeroespacial e transição energética; Alckmin vai liderar delegação brasileira