Mundo

EUA e Israel lançam ataques coordenados contra o Irã

Mísseis atingiram capital iraniana e outras quatro regiões do país

Avatar de Camila Stucaluc
Camila Stucaluc
28/02/2026, 09:09 • Atualizado em 28/02/2026, 14:52
compartilhar

Os Estados Unidos e Israel lançaram um ataque coordenado contra o Irã na manhã deste sábado (28). As primeiras explosões foram registradas na capital, Teerã. As cidades de Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah também foram atingidas.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

Pelas redes sociais, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a ofensiva visa defender a população norte-americana de ameaças do regime iraniano. "Nós garantiremos que o Irã não tenha uma arma nuclear", frisou.

O mesmo foi dito pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que descreveu o ataque como "preventivo". “Esse regime terrorista assassino não deve ser permitido que se arme com armas nucleares que lhe permitam ameaçar toda a humanidade. Nossa operação conjunta criará as condições para que o corajoso povo iraniano tome seu destino em suas próprias mãos”, disse.

Os bombardeios acontecem dois dias após Estados Unidos e Irã se reunirem em Genebra, na Suíça, para debater o programa nuclear iraniano. Os representantes haviam classificado o encontro como positivo, dizendo que o próximo passo para um novo acordo nuclear envolveria equipes especializadas de ambos os países em Viena, na sede da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

“Esta foi uma das nossas rodadas de negociações intensas até agora. Claro, ainda há divergências, mas ao menos alcançamos um entendimento geral sobre como resolver essas questões. Concordamos com o entendimento mútuo de continuar engajados em questões essenciais para o acordo, incluindo o fim das sanções e medidas relacionadas à energia nuclear”, chegou a comentar o regime iraniano.

As negociações ocorriam em meio a ameaças constantes de Trump. Em diversas ocasiões, o republicano disse que não dispensava a possibilidade de uma operação militar no Irã caso os países não chegassem a um novo acordo nuclear, enviando uma frota militar à costa do país.

Segundo o Centro para Estudos Internacionais Estratégicos, a dimensão da frota norte-americana é a mesma da Operação Raposa do Deserto, uma campanha de bombardeios de quatro dias contra o Iraque, em 1998, ordenada após o regime de Saddam Hussein se recusar a cooperar com os inspetores nucleares da Organização das Nações Unidas (ONU).

Mapa mostra ataques Israel-EUA e Irã | SBT
Mapa mostra ataques Israel-EUA e Irã | SBT

Entenda

Restringir a capacidade nuclear do Irã tem sido uma das prioridades da política externa dos Estados Unidos há décadas. Em 2015, o então presidente Barack Obama fez um acordo com o país, limitando as atividades nucleares e permitindo a inspeção das instalações para garantir que fossem usadas apenas para fins civis e não para a produção de armas. Em troca, o Irã recebia alívio nas sanções.

Tal acordo, no entanto, foi rasgado em 2018 por Donald Trump, que alegou que o acordo era benéfico demais para o Irã. Com isso, o país deixou de cumprir o acordo e elevou o grau de enriquecimento de urânio – que pode ser usado para desenvolver bombas nucleares. O governo de Joe Biden até tentou retomar o acordo, oferecendo novamente alívio nas sanções econômicas, mas não obteve sucesso.

Agora, em seu segundo mandato, Trump tentava pressionar o governo iraniano a limitar ou abandonar o programa nuclear, sob a justificativa de que o país estaria próximo de desenvolver uma bomba atômica. A acusação sempre foi rejeitada por Teerã, que afirma que o programa tem fins pacíficos, voltados sobretudo à produção de energia.

Leia mais

Ver tudo
Imagem da notícia: Agente do ICE é preso por atirar em venezuelano

Agente do ICE é preso por atirar em venezuelano

Imagem da notícia: Conselho de Medicina proíbe uso de PMMA para fins estéticos

Conselho de Medicina proíbe uso de PMMA para fins estéticos

Imagem da notícia: PM entrega flores à mulher salva após pedido de pizza

PM entrega flores à mulher salva após pedido de pizza

Imagem da notícia: Soberania defendida é a do povo brasileiro, diz Flávio

Soberania defendida é a do povo brasileiro, diz Flávio

Imagem da notícia: Agente do ICE é preso por atirar em venezuelano

Agente do ICE é preso por atirar em venezuelano

Imagem da notícia: Conselho de Medicina proíbe uso de PMMA para fins estéticos

Conselho de Medicina proíbe uso de PMMA para fins estéticos

Imagem da notícia: PM entrega flores à mulher salva após pedido de pizza

PM entrega flores à mulher salva após pedido de pizza

Imagem da notícia: Soberania defendida é a do povo brasileiro, diz Flávio

Soberania defendida é a do povo brasileiro, diz Flávio

Últimas notícias

PEC da 6x1 não chegou à CCJ e não vai “furar fila”, diz Otto

Presidente da comissão no Senado aguarda o envio da proposta por Davi Alcolumbre

CV e PCC já estão sujeitos a bloqueios econômicos pelos EUA

Facções foram incluídas na lista da OFAC nesta sexta (29), um dia depois de o Departamento de Estado anunciar que vai designá-las como terroristas

Ibovespa fecha maio com queda de 7%, a pior desde fevereiro de 2023

Já o dólar teve a maior alta mensal desde julho de 2025, subindo em maio 1,71%.

PCC e CV terroristas: o que pode mudar para o mercado financeiro no Brasil

Designação ativa restrições legais, criminaliza qualquer forma de apoio às facções e permite bloqueio de ativos

Irã contesta EUA e diz que ainda não decidiu sobre acordo

Presidente dos EUA afirmou que há avanços nas negociações, mas autoridades iranianas negaram pontos centrais do possível entendimento

Deolane é indiciada por lavagem de dinheiro ligada ao PCC

Influenciadora foi apontada como peça-chave em esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa; outros 7 foram indiciados, incluindo Marcola