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Trump anuncia que EUA vão controlar petróleo da Venezuela

Acordo prevê participação majoritária de empresas dos EUA em reservas venezuelanas e ocorre em meio à aproximação entre Washington e Caracas

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Vicklin Moraes
Governo do presidente dos EUA, Donald Trump, sofre quedas consecutivas entre os norte-americanos | Kylie Cooper/Reuters - 17.08.2026

Governo do presidente dos EUA, Donald Trump, sofre quedas consecutivas entre os norte-americanos | Kylie Cooper/Reuters - 17.08.2026

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (28) um acordo com a Venezuela para ampliar o acesso norte-americano às reservas de petróleo do país.

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“Por meio de uma parceria com empresas privadas, garantiram o controle majoritário dos EUA sobre mais de 65 bilhões de barris de reservas comprovadas de petróleo na Venezuela, sem nenhum custo para o contribuinte americano”, afirmou Trump.

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Segundo a Reuters, autoridades do governo Trump trabalhavam em um acordo para garantir aos Estados Unidos acesso de longo prazo a parte das reservas de petróleo bruto da Venezuela.

Uma lista com 17 campos que poderiam fazer parte das negociações, vista pela Reuters, inclui áreas em estágio inicial na região da Faixa do Orinoco e campos maduros no Lago Maracaibo. Alguns desses campos são atualmente operados por uma pequena empresa chinesa, cujo contrato foi firmado durante o governo de Nicolás Maduro.

A Venezuela produz atualmente cerca de 1,25 milhão de barris de petróleo bruto por dia. O governo norte-americano busca ampliar os investimentos de empresas dos EUA no setor energético venezuelano e garantir um fluxo mais estável de petróleo para as refinarias norte-americanas.

Venezuela pode deixar a Opep

A Venezuela também avalia deixar a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), segundo informações divulgadas pela Bloomberg. O país é membro fundador do grupo desde 1960, mas há anos não cumpre as cotas de produção estabelecidas pela organização, em meio à crise e à deterioração de sua indústria petrolífera estatal.

O eventual afastamento da Opep ocorreria em meio à aproximação entre Caracas e Washington. Os Estados Unidos mantêm uma relação historicamente conflituosa com o grupo devido à influência da organização sobre os preços internacionais do petróleo.

A administração Trump também enfrenta pressão diante da alta dos preços da gasolina nos Estados Unidos, especialmente antes das eleições de meio de mandato, previstas para o fim deste ano. O aumento da oferta de petróleo e da produção venezuelana poderia contribuir para reduzir os preços dos combustíveis no mercado norte-americano.

Além disso, os EUA buscam alternativas para recompor a Reserva Estratégica de Petróleo, incluindo possíveis operações de troca de petróleo bruto com produtores norte-americanos.

Reservas e legislação

A Venezuela possui as maiores reservas comprovadas de petróleo bruto do mundo. No entanto, a legislação atual do país não prevê concessões de áreas petrolíferas, e a Constituição venezuelana reserva ao Estado o controle sobre atividades centrais do setor.

O eventual aumento da participação de empresas norte-americanas na indústria venezuelana dependerá, portanto, de mudanças regulatórias e de acordos que permitam a atuação estrangeira no setor.

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