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Ataque mata três pessoas na Cisjordânia, diz Israel

Tel Aviv afirma que alvo era um terrorista do Hamas acompanhado de dois cúmplices; grupo palestino não confirma

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André de Sena, com informações da Reuters
Forças militares de Israel após ataque aéreo israelense em Jenin, na Cisjordânia | Mohammed Torokman/Reuters

Forças militares de Israel após ataque aéreo israelense em Jenin, na Cisjordânia | Mohammed Torokman/Reuters

Um ataque aéreo das Forças de Defesa de Israel matou três pessoas na cidade de Jenin, no norte da Cisjordânia. O governo israelense afirma que o alvo atingido era um militante do Hamas chamado Qais Bitawi, que estava dentro de um carro com dois cúmplices.

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Ainda de acordo com Tel Aviv, o homem morto no ataque estava envolvido na coordenação, no financiamento e na execução de agressões contra civis e agentes das forças de segurança israelenses.

O Hamas condenou o ataque, mas não confirmou que o homem morto pelo drone israelense fazia parte do grupo. A organização paramilitar palestina Jihad Islâmica publicou um comunicado afirmando que Bitawi era um membro sênior de seu braço armado.

O serviço de ambulâncias do Crescente Vermelho da Palestina informou que soldados israelenses detiveram brevemente os paramédicos que tentavam ajudar as vítimas da explosão, impedindo que os feridos ou mortos fossem transportados para o hospital. As Forças de Defesa de Israel não se pronunciaram sobre essas alegações.

Ataques aéreos são raros na Cisjordânia. No entanto, nos últimos meses, colonos israelenses vêm construído mais assentamentos ilegais no território. Palestinos que moram na região relatam que são vítimas de ataques e tentativas de apropriação das suas terras. "Eles querem nos expulsar, querem nos matar", disse Marmar Ouda à agência de notícias Reuters. Ele teve que erguer cercas de metal ao redor de sua casa e colocar grades nas janelas para proteger a família das agressões.

Segundo levantamento feito pelas Nações Unidas, mais de 2.200 palestinos foram obrigados a se deslocar do início de 2026 até o final de junho por conta da violência praticada pelos colonos e outras restrições de acesso.

A organização de defesa aos direitos humanos Human Rights Watch acusa Israel de praticar crimes contra a humanidade ao promover o deslocamento forçado dos palestinos. O governo de Tel Aviv nega. Paralelamente, na Faixa de Gaza, o governo dos Estados Unidos tenta sem sucesso dar prosseguimento a um acordo que prevê o desarmamento do Hamas em troca da retirada das tropas israelenses do território.

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