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Flávio chama 8 de janeiro de farsa: 'golpe da Disney?'

Candidato do PL à Presidência disse que crime de depredação do patrimônio no 8 de Janeiro não se aplicaria ao pai, que estava nos EUA durante o episódio

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Flávio chama 8 de janeiro de farsa: 'golpe da Disney?'

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) saiu em defesa do pai, Jair Bolsonaro (PL), e classificou como uma "grande farsa" o processo que levou à condenação do ex-presidente por tentativa de golpe de Estado. Em sabatina promovida pela TV Globo nesta sexta-feira (28), ele alegou que Bolsonaro foi julgado por seus "inimigos".

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A declaração ocorreu após Flávio ser questionado sobre quais garantias os eleitores teriam de que ele não voltaria a atacar a democracia caso fosse eleito. "Nunca queira ser julgado pelos seus inimigos, porque você já sabe qual vai ser o resultado final antes de o processo começar", afirmou.

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Jair Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e três meses de prisão por cinco crimes, entre eles organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. Flávio contestou as acusações e perguntou qual seria a organização criminosa, sob o argumento de que as pessoas presentes nos atos de 8 de Janeiro não se conheciam e nenhuma arma teria sido encontrada.

O candidato também alegou que o pai não poderia ter sido responsabilizado pela depredação das sedes dos Três Poderes porque estava nos Estados Unidos no momento dos ataques. "Depredação de patrimônio público a pessoa tem que estar fisicamente no mesmo local para poder cometer. É depredação de patrimônio público por Wi-Fi? É o golpe da Disney, já que ele estava nos Estados Unidos?", ironizou.

Flávio ainda questionou a imparcialidade dos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin, que participaram do julgamento. Ele chamou Moraes de "inimigo declarado" do pai e ressaltou que Dino e Zanin foram indicados ao STF pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Durante a sabatina, Flávio foi questionado sobre os depoimentos de generais de alta patente que integraram o governo Bolsonaro e as provas reunidas nas investigações. Entre os casos citados está o do general Mário Fernandes, que admitiu ter elaborado o documento com um plano para matar autoridades, embora tenha afirmado que se tratava apenas de um "pensamento digitalizado".

Segundo as investigações, o arquivo foi encontrado em um computador no Palácio do Planalto, e o rastreamento dos envolvidos indicou que o documento foi levado ao Palácio da Alvorada. A apuração também apontou que o plano não avançou porque o grupo não conseguiu obter o apoio do comando do Exército.

Flávio respondeu que as declarações faziam parte de um "contexto mentiroso" e afastou qualquer responsabilidade do pai. "Se esse general planejou isso, a responsabilidade é dele", disse.

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