Flávio admite que Eduardo "errou" ao agradecer tarifaço
Candidato do PL disse que irmão se equivocou, mas que não teve influência na aplicação das sobretaxas
Victor Schneider
Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, em sabatina da TV Globo | Reprodução/TV Globo
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) disse que seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, errou ao celebrar a aplicação da primeira rodada do tarifaço dos Estados Unidos sobre exportações brasileiras, em julho do ano passado. A declaração foi feita durante sabatina promovida pela TV Globo nesta sexta-feira (28).
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“Acho que ele errou em agradecer em relação às tarifas", admitiu. Flávio, porém, afirmou que a atuação de Eduardo nos Estados Unidos foi para denunciar supostos abusos do Poder Judiciário e a atuação do ministro Alexandre de Moraes, que chamou de um “violador de direitos humanos".
O comentário em questão foi feito por Eduardo no X em 9 de julho de 2025. O então deputado agradecia ao presidente dos EUA, Donald Trump, pela sobretaxa a produtos brasileiros como forma de pressão ao Brasil e pedia pela aplicação da Lei Magnitsky a Moraes e outras autoridades. O mecanismo legal americano permite bloquear o acesso de estrangeiros a sistemas de pagamentos intermediados pelo país, contas bancárias e cartões de crédito.
O candidato do PL avaliou que a decisão sobre a aplicação dos tarifaços foi exclusivamente tomada pela Casa Branca do e que não faria sentido atribuir essa responsabilidade à família Bolsonaro.
"Você não pode acusar o Eduardo de manipular o Trump. Ele assumiu que estava trabalhando pelas liberdades do povo brasileiro", disse.
Povo Brasileiro, vamos fazer o mundo ouvir a nossa voz.
Coloque o seu agradecimento ao Presidente Donald Trump @realDonaldTrump abaixo e vamos rumo à lei Magnistky!
Eduardo foi condenado em junho pela Primeira Turma do STF pelo crime de coação à Justiça, com os ministros considerando que houve tentativa de interferir na ação que terminou condenando seu pai, Jair Bolsonaro, por tentativa de golpe de Estado em setembro de 2025. A pena foi de 4 anos e 2 meses de prisão em regime semiaberto.
Em seu voto, o relator Alexandre de Moraes apresentou uma linha do tempo que entrelaçava o trâmite do processo contra Bolsonaro e as ações tomadas por Eduardo e pelo jornalista Paulo Figueiredo nos Estados Unidos para intimidar o Supremo junto a intermediários da Casa Branca de Donald Trump.
Flávio disse que a presença de Moraes como juiz nesse processo configuraria uma violação. “Eu não acho correto que uma parte interessada nesse processo condene o Eduardo, já que ele era o alvo da Lei Magnistky".
Flávio admite que Eduardo "errou" ao agradecer tarifaçoCandidato do PL disse que irmão se equivocou, mas que não teve influência na aplicação das sobretaxas Eleições2026-08-29T01:31:34.350ZO candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) disse que seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, errou ao celebrar a aplicação da primeira rodada do tarifaço dos Estados Unidos sobre exportações brasileiras, em julho do ano passado. A declaração foi feita durante sabatina promovida pela TV Globo nesta sexta-feira (28). “Acho que ele errou em agradecer em relação às tarifas", admitiu. Flávio, porém, afirmou que a atuação de Eduardo nos Estados Unidos foi para denunciar supostos abusos do Poder Judiciário e a atuação do ministro Alexandre de Moraes, que chamou de um “violador de direitos humanos". O comentário em questão foi feito por Eduardo no X em 9 de julho de 2025. O então deputado agradecia ao presidente dos EUA, Donald Trump, pela sobretaxa a produtos brasileiros como forma de pressão ao Brasil e pedia pela aplicação da Lei Magnitsky a Moraes e outras autoridades. O mecanismo legal americano permite bloquear o acesso de estrangeiros a sistemas de pagamentos intermediados pelo país, contas bancárias e cartões de crédito. O candidato do PL avaliou que a decisão sobre a aplicação dos tarifaços foi exclusivamente tomada pela Casa Branca do e que não faria sentido atribuir essa responsabilidade à família Bolsonaro. "Você não pode acusar o Eduardo de manipular o Trump. Ele assumiu que estava trabalhando pelas liberdades do povo brasileiro", disse. Eduardo foi condenado em junho pela Primeira Turma do STF pelo crime de coação à Justiça, com os ministros considerando que houve tentativa de interferir na ação que terminou condenando seu pai, Jair Bolsonaro, por tentativa de golpe de Estado em setembro de 2025. A pena foi de 4 anos e 2 meses de prisão em regime semiaberto. Em seu voto, o relator Alexandre de Moraes apresentou uma linha do tempo que entrelaçava o trâmite do processo contra Bolsonaro e as ações tomadas por Eduardo e pelo jornalista Paulo Figueiredo nos Estados Unidos para intimidar o Supremo junto a intermediários da Casa Branca de Donald Trump. Flávio disse que a presença de Moraes como juiz nesse processo configuraria uma violação. “Eu não acho correto que uma parte interessada nesse processo condene o Eduardo, já que ele era o alvo da Lei Magnistky". São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/eleicoes/flavio-admite-que-eduardo-errou-ao-agradecer-tarifaco
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