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Israel ameaça assassinar novo líder supremo do Irã

Autoridade ainda deve ser escolhida, mas fontes apontam filho de Khamenei, Mojtaba Khamenei, como favorito para o cargo

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Camila Stucaluc
04/03/2026, 08:12 • Atualizado em 04/03/2026, 08:12
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Ministro da Defesa de Israel, Israel Katz | Divulgação

Ministro da Defesa de Israel, Israel Katz | Divulgação

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, ameaçou nesta quarta-feira (4) assassinar qualquer pessoa que suceda o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei. O religioso, que governou Teerã por quase 40 anos, foi morto no último sábado (28), durante ataque coordenado entre Israel e Estados Unidos.

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“Qualquer líder escolhido pelo regime terrorista iraniano para continuar liderando o plano de destruição de Israel, ameaçando os Estados Unidos, o mundo livre e países da região, e reprimindo o povo iraniano, será um alvo certo para assassinato, não importa seu nome ou onde se esconda. Continuaremos agindo com total força, junto com nossos parceiros americanos", disse Katz.

A declaração acontece em meio às reuniões para a escolha de uma nova autoridade máxima no Irã. O aiatolá Alireza Arafi foi eleito líder supremo interino, ficando à frente do conselho de transição de liderança, ao lado do presidente, Masoud Pezeshkian, e do chefe do Judiciário, Gholam Hossein Mohseni-Ejei. Eles deverão auxiliar no processo de escolha de um novo líder.

O cargo é definido pela Assembleia de Especialistas, composta por 88 clérigos xiitas. Segundo fontes ouvidas pelo The New York Times, o filho de Khamenei, Mojtaba Khamenei, é o favorito para o cargo. Outros candidatos também emergiram como finalistas, incluindo Alireza Arafi e Seyed Hassan Khomeini, neto do aiatolá Ruhollah Khomeini, fundador da revolução islâmica de 1979.

Entenda

O Irã é formado por um regime teocrático desde 1979, quando a monarquia do Xá Reza Palévi foi derrubada na Revolução Iraniana. Isso significa que o país é governado por líderes religiosos ou baseado em dogmas de alguma religião. O aiatolá detém o poder máximo, seguido do presidente e do chamado "Conselho Guardião", composto por juristas islâmicos (clérigos) e juristas leigos (advogados).

Até então, apenas duas pessoas ocuparam a função de líder supremo: o aiatolá Khomeíni até 1989, e Ali Khamenei. Com a morte de Khamenei, vítima de um bombardeio aéreo no complexo presidencial em 28 de fevereiro, o posto ficou vago, sendo definido por clérigos da Assembleia de Especialistas. O processo ocorre em ritmo acelerado, uma vez que Estados Unidos e Israel vêm incitando a população a derrubar o regime atual.

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