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EUA atacam radares no Irã e abatem drones em Ormuz

Washington diz que aeronaves lançadas pelo Teerã ameaçavam tráfego marítimo no estreito

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SBT News
06/06/2026, 00:10 • Atualizado em 06/06/2026, 00:12
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Navios ancorados no Estreito de Ormuz, vistos de Musandam | Stringer/Reuters

Navios ancorados no Estreito de Ormuz, vistos de Musandam | Stringer/Reuters

Os Estados Unidos atacaram nesta sexta-feira (5) instalações de vigilância costeira no Irã após a derrubada de quatro drones que, segundo o Comando Central dos EUA, haviam sido lançados pelo Teerã em direção ao Estreito de Ormuz.

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O órgão militar norte-americano afirmou que os drones representavam uma “ameaça imediata” ao tráfego marítimo regional. Segundo Washington, os ataques aos radares foram realizados em legítima defesa para impedir novas ações contra embarcações ou tropas dos EUA na região.

O Estreito de Ormuz é uma das passagens marítimas mais estratégicas do mundo, usada para o transporte de petróleo. Autoridades dos EUA suspeitam que os drones poderiam ter como alvo navios comerciais ou forças americanas que atuam nas proximidades.

A agência semioficial iraniana Mehr informou que o Irã disparou tiros de advertência perto do Estreito de Ormuz. Segundo a publicação, a ação “pode ter relação” com o reposicionamento de embarcações militares dos EUA na área.

A escalada acontece em meio a negociações travadas entre Washington e Teerã. Em entrevista à CNN, um alto funcionário iraniano afirmou que um acordo de paz depende da liberação de US$ 24 bilhões em ativos iranianos congelados e alertou que os EUA entrariam em um “corredor escuro” caso retomassem os combates.

Também nesta sexta-feira, o presidente Donald Trump disse à NBC News que o Irã ainda teria entre 21% e 22% de seus mísseis restantes. Segundo ele, Teerã ainda possui mísseis e drones, mas em quantidade menor do que antes dos primeiros ataques americanos.

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