Negros morrem 3,5 vezes mais em ações policiais que brancos
Anuário da Segurança Pública mostra que população negra segue como a principal vítima de homicídios e da letalidade policial no Brasil
Antonio Souza
Negros representam 79,7% das vítimas de Mortes Violentas Intencionais (MVI) | (Fernando Frazão/Agência Brasil)
A população negra continua sendo a principal vítima da violência letal no Brasil, segundo dados do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgados nesta quinta-feira (23). Pessoas pretas e pardas representam 79,7% das vítimasde Mortes Violentas Intencionais (MVI), categoria que reúne homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e mortes decorrentes de intervenção policial.
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O levantamento também revela uma desigualdade ainda maior quando o recorte considera apenas as mortes provocadas por policiais. Em 2025, 82% das vítimas de intervenções policiais eram negras, enquanto pessoas brancas representaram 17,7% dos casos. Na prática, a taxa de letalidade policial entre pessoas negras foi 3,5 vezes maior do que entre pessoas brancas.
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O estudo também ressalta que, embora indígenas e pessoas amarelas apareçam em menor número nas estatísticas, isso não elimina a necessidade de aprimorar a coleta de dados e produzir análises específicas sobre esses grupos.
O perfil das vítimas mostra que adolescentes, jovens e adultos jovens permanecem entre os grupos mais expostos à violência. A faixa etária de 18 a 24 anos concentra a maior parcela das vítimas de homicídios e de mortes decorrentes de intervenção policial, respondendo por 36% dos registros.
Segundo os autores do estudo, esse cenário reforça a necessidade de políticas preventivas voltadas à juventude, especialmente à população negra, aliadas a medidas de enfrentamento das desigualdades sociais.
O Anuário aponta que o Brasil atingiu, pela primeira vez, a meta nacional de redução dos homicídios prevista na Política Nacional de Segurança Pública e Defesa Social para 2027, antecipando o objetivo em dois anos.
Apesar desse avanço, os pesquisadores alertam que os feminicídios e as mortes decorrentes de intervenção policial continuaram crescendo em 2025.
Para os pesquisadores, os indicadores mostram que a redução da violência letal ainda não beneficia todos os segmentos da sociedade de forma igual, evidenciando que persistem desafios importantes para a segurança pública no país.
Negros morrem 3,5 vezes mais em ações policiais que brancosAnuário da Segurança Pública mostra que população negra segue como a principal vítima de homicídios e da letalidade policial no BrasilBrasil2026-07-23T11:00:00.000ZA população negra continua sendo a principal vítima da violência letal no Brasil, segundo dados do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgados nesta quinta-feira (23). Pessoas pretas e pardas representam 79,7% das vítimas de Mortes Violentas Intencionais (MVI), categoria que reúne homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e mortes decorrentes de intervenção policial. O levantamento também revela uma desigualdade ainda maior quando o recorte considera apenas as mortes provocadas por policiais. Em 2025, 82% das vítimas de intervenções policiais eram negras, enquanto pessoas brancas representaram 17,7% dos casos. Na prática, a taxa de letalidade policial entre pessoas negras foi 3,5 vezes maior do que entre pessoas brancas. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. O estudo também ressalta que, embora indígenas e pessoas amarelas apareçam em menor número nas estatísticas, isso não elimina a necessidade de aprimorar a coleta de dados e produzir análises específicas sobre esses grupos. + Jovens negros continuam entre os mais vulneráveis O perfil das vítimas mostra que adolescentes, jovens e adultos jovens permanecem entre os grupos mais expostos à violência. A faixa etária de 18 a 24 anos concentra a maior parcela das vítimas de homicídios e de mortes decorrentes de intervenção policial, respondendo por 36% dos registros. Segundo os autores do estudo, esse cenário reforça a necessidade de políticas preventivas voltadas à juventude, especialmente à população negra, aliadas a medidas de enfrentamento das desigualdades sociais. O Anuário aponta que o Brasil atingiu, pela primeira vez, a meta nacional de redução dos homicídios prevista na Política Nacional de Segurança Pública e Defesa Social para 2027, antecipando o objetivo em dois anos. Apesar desse avanço, os pesquisadores alertam que os feminicídios e as mortes decorrentes de intervenção policial continuaram crescendo em 2025. Para os pesquisadores, os indicadores mostram que a redução da violência letal ainda não beneficia todos os segmentos da sociedade de forma igual, evidenciando que persistem desafios importantes para a segurança pública no país.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/negros-morrem-3-5-vezes-mais-em-acoes-policiais-que-brancos