Eleições

Lula: governo Bolsonaro pegou ‘agiota’ e o fez ‘banqueiro’

Presidente também associou gestão anterior às fraudes no INSS e defendeu transparência nas investigações envolvendo o Banco Master

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Jessica Cardoso
Lula durante ato de campanha em Curitiba | Divulgação/Ricardo Stuckert

Lula durante ato de campanha em Curitiba | Divulgação/Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado (12), durante ato de campanha em Curitiba, que o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi o responsável por transformar Daniel Vorcaro, controlador do banco Master, em banqueiro.

“Em 2019, eles pegaram um agiota e [o] transformaram em um banqueiro. O tal do banco Master, que tem esse Vorcaro que corrompeu muita gente da República. Eles criaram um banqueiro e nós prendemos esse banqueiro. Eles abriram um banco e nós fechamos esse banco”, disse durante discurso.

O presidente também relatou ter conversado com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, sobre a necessidade de tornar públicos os elementos da investigação relacionada ao Master. Sem citar diretamente o ministro André Mendonça, relator do caso na Corte, Lula afirmou que não seria possível um cidadão que atua como relator “ficar soltando matérias pensadas” e “somente aquilo que interessava a ele”.

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“Eu pedi para liberar todo o processo. E vamos deixar às claras para ver quem é de verdade ladrão e corrupto nesse país. E a família Bolsonaro não escapa. Estou feliz que o povo brasileiro vai saber a verdade. Quem fez o que nesse país”, disse.

O presidente afirmou ainda que as investigações sobre Vorcaro devem revelar novos detalhes sobre sua relação com integrantes da política.

"[...] nós vamos investigar. O Vorcaro já está preso, mas agora vai começar a aparecer as orgias que ele fazia, as mulheres da Suíça, da Suécia, para fazer sacanagem com muita gente da política. Isso vai começar a aparecer. Portanto, quem fez putaria vai ser desmascarado", declarou.

Lula também mencionou as investigações envolvendo seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e afirmou novamente que não haverá proteção caso ele tenha cometido algum erro.

“Eu acredito na inocência dele, mas se ele cometeu um erro ele terá que pagar pelo erro que ele cometeu. Isso vale para mim, vale para o meu filho, vale para qualquer ministro da Suprema Corte. Ninguém pode ser ministro da Suprema Corte para ficar rico”, disse.

Fraudes no INSS

Durante o ato de campanha, Lula também associou o governo Bolsonaro às fraudes contra aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo o presidente, a “quadrilha” responsável pelo esquema teria sido montada durante a gestão anterior.

Ele citou ainda uma reportagem publicada pelo ICL Notícias na sexta-feira (11), segundo a qual a Bravo Grafeno, empresa de capacetes de moto que tem o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como sócio-administrador, divide o mesmo endereço em Brasília com pelo menos 16 empresas de Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.

“A verdade, ela tarda, mas não falha”, declarou.

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