Política

Itália: Justiça adia julgamento sobre extradição de Zambelli

Corte italiana atendeu a um pedido da defesa da ex-deputada e reprogramou sessão para o dia 24 de novembro

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Itália: Justiça adia julgamento sobre extradição de Zambelli

A Justiça da Itália decidiu adiar nesta terça-feira (27) o julgamento que trataria da extradição de Carla Zambelli ao Brasil, atendendo a um pedido da defesa da ex-deputada. Uma nova sessão está prevista para 24 de novembro.

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Zambelli está na Itália desde junho de 2025, quando fugiu do Brasil após uma das condenações determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ela ficou presa por meses em Roma e responde em liberdade desde maio, quando a Suprema Corte italiana anulou decisões de instâncias inferiores.

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Em nota, o advogado brasileiro da ex-parlamentar, Eduardo Maurício, justificou que ele e os defensores italianos Pieremilio e Alessandro Sammarco solicitaram adiamento por falta de acesso a documentos enviados pelo governo brasileiro.

"A defesa não teve acesso à documentação enviada pelo Brasil no que tange à receber Carla no sistema prisional de Colmeia, não sendo possível exercer a ampla defesa e contraditório sobre as questões que envolve a garantia à saúde da ex-deputada", disse.

Após fugir do Brasil, a ex-congressista foi inserida na lista vermelha da Interpol. A prisão ocorreu no fim de julho do ano passado, em um apartamento no país europeu. Ela, que tem cidadania italiana, ficou detida no presídio feminino de Rebibbia, no norte de Roma.

Se extraditada, Zambelli deve cumprir pena na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia.

Condenada duas vezes pelo Supremo

Carla Zambelli foi condenada em dois processos distintos pelo STF. Em ambos, já houve a decretação do chamado trânsito em julgado, quando a decisão é definitiva e não há mais possibilidade de recursos:

  • a 10 anos de prisão por falsidade ideológica e invasão do sistema de informática do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O pedido do governo brasileiro ao italiano pela extradição no âmbito desse processo foi negado porque a Justiça da Itália entendeu que o ministro Alexandre de Moraes acumulou funções de "juiz e vítima" na ação. A acusação da Procuradoria-Geral da República (PGR) apontou que a ex-deputada e o hacker Walter Delgatti Neto produziram um mandado de prisão falso contra o magistrado;
  • a 5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. O caso ocorreu na véspera do segundo turno das eleições de 2022, quando Zambelli perseguiu o jornalista Luan Araújo empunhando uma arma de fogo no bairro de Jardins, em São Paulo.

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