"Nunca pensei em fazer delação", afirma Carla Zambelli
Revelação de carta escrita na prisão, com sugestão de delação premiada, repercutiu mal entre aliados. Zambelli agora afirma que possível delator seria outro

Carla Zambelli diz que não pensou em delação premiada | Divulgação
A ex-deputada federal Carla Zambelli, que fugiu para a Itália depois de ser condenada no Brasil, afirmou ao SBT que nunca pensou em delatar. A polêmica veio à tona após embate de Zambelli com seu ex-advogado Fábio Pagnozzi, que deixou o caso acusando a ex-deputada de desavenças políticas e falta de pagamento de honorários.
Na semana passada, a Coluna divulgou carta escrita, no fim do ano passado, pela própria ex-parlamentar, que sugere um acordo de delação premiada. Na época, Zambelli estava presa na Itália e havia sido condenada no Brasil por acesso ilegal ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), também por apontar arma para um homem negro, militante de esquerda, que a provocou na rua.
Diante da divulgação da carta, houve repercussão negativa entre aliados bolsonaristas sobre a hipótese de quem seria o delatado na história.
Em conversa com a Coluna, Zambelli deu outra versão sobre o conteúdo da carta e disse que estava falando sobre a possibilidade de outro investigado, o hacker Walter Delgatti, ter sido convencido a assinar um acordo para reduzir pena. Zambelli afirmou que o objetivo não seria uma delação própria.
“Nunca pensei em fazer delação, nunca nem cogitei essa possibilidade. Até porque uma delação precisa ter prova, eu não ia inventar uma prova. Eu não tenho nem o que delatar”, afirmou Zambelli ao SBT.
Apesar de fazer parte do mesmo grupo de apoiadores do governo Bolsonaro, a ex-deputada é alvo de críticas por aliados. A ela é atribuída parte da derrota de 2022. O episódio da arma ocorreu um dia antes das eleições.
A ex-deputada pediu para voltar para o Brasil para votar, como uma espécie de salvo conduto em que não seria presa e teria autorização de voltar à Itália. O pedido é de habeas corpus.
























