Nas primeiras três horas de votação, 16,7% dos eleitores foram às urnas, maior porcentagem desde 1981
SBT News, com informações da Reuters
Benjamin Netanyahu (Likud) e Gadi Eisenkot (Yashar), principais candidatos ao cargo de primeiro-ministro de Israel | Yonatan Sinder/Pool via Reuters
Os israelenses vão às urnas nesta terça-feira (27) na primeira eleição desde os ataques perpetrados pelo Hamas em 7 de outubro de 2023. De acordo com a Comissão Central de Eleições, 16,7% dos eleitores aptos já haviam votado nas primeiras três horas, o que caracteriza a maior taxa de comparecimento inicial desde 1981.
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“Acho que essas eleições são as mais importantes de todas as que já presenciei”, disse Ruth Epstein, uma eleitora de 81 anos, sobre a disputa centrada entre os dois principais candidatos: o atual primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, do partido de direita Likud, e Gadi Eisenkot, ex-chefe do Estado Maior das Forças Armadas, do partido de centro Yashar.
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Netanyahu é o líder mais longevo da história do país, somando 19 anos no poder, liderando uma coalizão composta por partidos de direita, extrema-direita e ultraortodoxos.
Embora as políticas do grupo liderado por Netanyahu venham gerando divisões no país e aprofundado o isolamento internacional de Israel, na campanha, ele enfatizou sua liderança em tempos de guerra e o apoio que recebe de seu principal aliado internacional, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Em seu primeiro comentário público no dia da eleição, Netanyahu fez uma postagem na rede social X compartilhando um artigo sobre três pessoas que foram presas pela polícia por uma tentativa de suborno eleitoral. “Eleitores de direita, queridos eleitores do Likud, diante das tentativas de minar a integridade das eleições, devemos sair e votar em massa, votar no Likud pelo bem do nosso país”, escreveu.
As disputas mostram uma disputa acirrada entre o candidato do Likud e seu principal adversário, Eisenkot, que tem o apoio de outros partidos de direita, do centro e de uma esquerda cada vez mais enfraquecida.
“Estou convencido de que, até o final do dia de hoje, veremos uma mudança — um novo espírito para o Estado de Israel — que servirá como uma correção para os últimos três anos e para aquele dia terrível”, disse o candidato durante uma visita ao kibutz Nir Oz, no sul do país, alvo dos ataques de 7 de outubro.
Na visão de Eisenkot, a resposta do governo israelense aos ataques de 7 de outubro de 2023 foi um fracasso, pois o Hamas continua no poder. Se eleito, ele promete desmantelar o poder militar do grupo palestino em até 18 meses após a formação do governo.
Embora seja considerado mais moderado que Netanyahu, Eisenkot também rechaça a proposta de dois estados para solucionar a questão palestina.
Para ter condições e governar, o candidato vencedor precisa formar uma coalizão no Parlamento com pelo menos 120 cadeiras. Se isso não acontecer, Netanyahu poderá permanecer como interino até que seja realizada outra eleição. Desde 2009, seus oponentes conseguiram tirá-lo do cargo de primeiro-ministro apenas uma vez, em 2021. Ele voltou ao poder 18 meses depois.
As votação dessa terça-feira será encerrada às 22h do horário de Tel Aviv (17h em Brasília).
Eleição em Israel tem alta taxa de comparecimento Nas primeiras três horas de votação, 16,7% dos eleitores foram às urnas, maior porcentagem desde 1981Mundo2026-10-27T14:36:38.445ZOs israelenses vão às urnas nesta terça-feira (27) na primeira eleição desde os ataques perpetrados pelo Hamas em 7 de outubro de 2023. De acordo com a Comissão Central de Eleições, 16,7% dos eleitores aptos já haviam votado nas primeiras três horas, o que caracteriza a maior taxa de comparecimento inicial desde 1981. 🤳 Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! “Acho que essas eleições são as mais importantes de todas as que já presenciei”, disse Ruth Epstein, uma eleitora de 81 anos, sobre a disputa centrada entre os dois principais candidatos: o atual primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, do partido de direita Likud, e Gadi Eisenkot, ex-chefe do Estado Maior das Forças Armadas, do partido de centro Yashar. Netanyahu é o líder mais longevo da história do país, somando 19 anos no poder, liderando uma coalizão composta por partidos de direita, extrema-direita e ultraortodoxos. Embora as políticas do grupo liderado por Netanyahu venham gerando divisões no país e aprofundado o isolamento internacional de Israel, na campanha, ele enfatizou sua liderança em tempos de guerra e o apoio que recebe de seu principal aliado internacional, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em seu primeiro comentário público no dia da eleição, Netanyahu fez uma postagem na rede social X compartilhando um artigo sobre três pessoas que foram presas pela polícia por uma tentativa de suborno eleitoral. “Eleitores de direita, queridos eleitores do Likud, diante das tentativas de minar a integridade das eleições, devemos sair e votar em massa, votar no Likud pelo bem do nosso país”, escreveu. As disputas mostram uma disputa acirrada entre o candidato do Likud e seu principal adversário, Eisenkot, que tem o apoio de outros partidos de direita, do centro e de uma esquerda cada vez mais enfraquecida. “Estou convencido de que, até o final do dia de hoje, veremos uma mudança — um novo espírito para o Estado de Israel — que servirá como uma correção para os últimos três anos e para aquele dia terrível”, disse o candidato durante uma visita ao kibutz Nir Oz, no sul do país, alvo dos ataques de 7 de outubro. Na visão de Eisenkot, a resposta do governo israelense aos ataques de 7 de outubro de 2023 foi um fracasso, pois o Hamas continua no poder. Se eleito, ele promete desmantelar o poder militar do grupo palestino em até 18 meses após a formação do governo. Embora seja considerado mais moderado que Netanyahu, Eisenkot também rechaça a proposta de dois estados para solucionar a questão palestina. Para ter condições e governar, o candidato vencedor precisa formar uma coalizão no Parlamento com pelo menos 120 cadeiras. Se isso não acontecer, Netanyahu poderá permanecer como interino até que seja realizada outra eleição. Desde 2009, seus oponentes conseguiram tirá-lo do cargo de primeiro-ministro apenas uma vez, em 2021. Ele voltou ao poder 18 meses depois. As votação dessa terça-feira será encerrada às 22h do horário de Tel Aviv (17h em Brasília). São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/eleicao-em-israel-tem-alta-taxa-de-comparecimento