Eleições

Lula vai amarrar indicação ao STF com Alcolumbre

Planalto quer aproveitar atual composição do Congresso, antes de virada para nova composição da Casa em 2027

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Victoria Abel
Davi Alcolumbre, Lula e Hugo Motta durante encontro no Palácio da Alvorada | Divulgação/Ricardo Stuckert

Davi Alcolumbre, Lula e Hugo Motta durante encontro no Palácio da Alvorada | Divulgação/Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende amarrar a próxima indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF) em um acordo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). A avaliação no entorno do petista é que o ideal seria concluir a escolha ainda neste ano, aproveitando a atual configuração do Congresso Nacional.

A partir de 2027, o PL terá maioria dos senadores na Casa, o que pode dificultar o avanço de um nome indicado por Lula ao STF.

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A articulação também busca evitar novos desgastes com Alcolumbre. A indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, no início deste ano, para uma vaga no Supremo desagradou ao presidente do Senado, que defendia o nome do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG). O episódio gerou insatisfação e desestabilizou a relação entre o Palácio do Planalto e Alcolumbre.

A expectativa de aliados é que Lula se dedique à análise de nomes que tenham boa aceitação política e chances altas de aprovação no Senado. Aliados do presidente, porém, demonstram ceticismo em relação a uma eventual indicação de Pacheco, apesar do apoio de Alcolumbre. O entendimento é que o próprio senador mineiro está pouco animado com a possibilidade de indicação.

A interlocução com Alcolumbre ocorre em um momento considerado favorável ao presidente Lula. Na avaliação de aliados, o senador depende hoje mais do apoio do petista, principalmente para tentar a reeleição ao comando da Casa, do que Lula depende do chefe do Senado. A recente vitória de Lula nas urnas dá legitimidade ao presidente e amplia a vantagem de negociação do Palácio do Planalto.

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