Argentinos replicam ‘Exército do Lula’ em oposição a Milei
Esquerda do país já vislumbra as eleições do próximo ano, e se antecipa com movimentações em oposição a possível reeleição do presidente
Beatriz Nogueira
Esquerda argentina se mobiliza inspirados no Brasil. Na imagem diz, “Hoje começamos a construir a derrota de Milei no ano que vem. temos que ser milhões”, em tradução livre | Reprodução
Inspirados pelo sucesso doExército do Lula nas eleições presidenciais brasileiras, os argentinos criaram o ”Exército do Peronismo”, em oposição ao atual presidente Javier Milei, que pode concorrer à reeleição em 2027.
“No Brasil, o ‘Exército de Lula’ reuniu mais de 10 milhões de pessoas no WhatsApp e foi fundamental para organizar a militância digital e multiplicar sua mensagem. Agora é a nossa vez. Começamos a organizar o Exército do Peronismo para vencer Milei em 2027. A militância também se organiza nas redes. E a organização vence o tempo!”, diz a primeira mensagem publicada no grupo, criado no domingo (25) após a reeleição do Lula.
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Em menos de 24 horas havia mais de 14 mil inscritos e até a publicação dessa matéria o número já tinha cobrado, chegando na casa dos 28 mil. O canal promete replicar a fórmula criada pelo deputado federal André Janones (REDE)e enviar missões para serem executadas pelos inscritos.
Essa iniciativa é reflexo de uma esquerda - representada também pelo movimento ideológico fundado por Juan Domingo Perón e Eva Perón - que tenta retomar o protagonismo político e fazer frente às vitórias eleitorais recentes de aliados do governo, tentando apontar novos caminhos para superar a atual crise econômica do país. É o que explica o mestre em Política, Mídia e Sociedade pela FESPSP Victor Grinberg.
“Se inspirar nesse modelo [do Exército do Lula] pode ser uma forma de trazer robustez, direcionamento e mensagem para fazer frente às urnas. Até porque, nas eleições recentes da Argentina, se esperava que os reveses econômicos impactassem os aliados do Milei e não necessariamente foi isso que aconteceu. Então, ver o caso do Flávio Bolsonaro no Brasil é uma inspiração para uma forma de oposição que pode permear diversos mercados globais”, analisa.
Por que o modelo funciona para movimentos políticos?
O que tem de especial nesse modelo, uma vez que convocações para atos políticos e ações coordenadas já aconteciam em outras redes sociais? Grinberg entende que esse formato fortalece o senso de comunidade.
“É muito difícil, dentro dessa estrutura de postagens que são impulsionadas pelos algoritmos, que você consiga construir conversas efetivas. Na dinâmica do canal se constrói a comunidade e o sentimento de que você não é só receptáculo da informação, mas um dos polos emissores e difusores. E dentro das missões você traz um personalismo às pessoas”, reflete.
Por não ter interferência dos algoritmos, não há uma disputa de atenção direta com conteúdos de influenciadores, noticiários e páginas de memes. Além de não ser exposto a manifestações de opiniões contrárias, mesmo que haja infiltrados, por conta da sua configuração de privacidade, que ainda preserva a identidade dos inscritos.
Argentinos replicam ‘Exército do Lula’ em oposição a Milei Esquerda do país já vislumbra as eleições do próximo ano, e se antecipa com movimentações em oposição a possível reeleição do presidentePolítica2026-10-27T13:36:59.405ZInspirados pelo sucesso do nas eleições presidenciais brasileiras, os argentinos criaram o ”Exército do Peronismo”, em oposição ao atual presidente , que pode concorrer à reeleição em 2027. “No Brasil, o ‘Exército de Lula’ reuniu mais de 10 milhões de pessoas no WhatsApp e foi fundamental para organizar a militância digital e multiplicar sua mensagem. Agora é a nossa vez. Começamos a organizar o Exército do Peronismo para vencer Milei em 2027. A militância também se organiza nas redes. E a organização vence o tempo!”, diz a primeira mensagem publicada no grupo, criado no domingo (25) após a reeleição do Lula. A eleição brasileira repercutiu em todo o mundo, reconhecendo não só a , mas a mobilização social que possibilitou esse resultado no segundo turno. Em menos de 24 horas havia mais de 14 mil inscritos e até a publicação dessa matéria o número já tinha cobrado, chegando na casa dos 28 mil. O canal promete replicar a fórmula criada pelo deputado federal e enviar missões para serem executadas pelos inscritos. Essa iniciativa é reflexo de uma esquerda - representada também pelo movimento ideológico fundado por Juan Domingo Perón e Eva Perón - que tenta retomar o protagonismo político e fazer frente às vitórias eleitorais recentes de aliados do governo, tentando apontar novos caminhos para superar a atual . É o que explica o mestre em Política, Mídia e Sociedade pela FESPSP Victor Grinberg. “Se inspirar nesse modelo [do Exército do Lula] pode ser uma forma de trazer robustez, direcionamento e mensagem para fazer frente às urnas. Até porque, nas eleições recentes da Argentina, se esperava que os reveses econômicos impactassem os aliados do Milei e não necessariamente foi isso que aconteceu. Então, ver o caso do Flávio Bolsonaro no Brasil é uma inspiração para uma forma de oposição que pode permear diversos mercados globais”, analisa. Por que o modelo funciona para movimentos políticos? O que tem de especial nesse modelo, uma vez que convocações para atos políticos e ações coordenadas já aconteciam em outras redes sociais? Grinberg entende que esse formato fortalece o senso de comunidade. “É muito difícil, dentro dessa estrutura de postagens que são impulsionadas pelos algoritmos, que você consiga construir conversas efetivas. Na dinâmica do canal se constrói a comunidade e o sentimento de que você não é só receptáculo da informação, mas um dos polos emissores e difusores. E dentro das missões você traz um personalismo às pessoas”, reflete. Por não ter interferência dos algoritmos, não há uma disputa de atenção direta com conteúdos de influenciadores, noticiários e páginas de memes. Além de não ser exposto a manifestações de opiniões contrárias, mesmo que haja infiltrados, por conta da sua configuração de privacidade, que ainda preserva a identidade dos inscritos. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/argentinos-replicam-exercito-do-lula-em-oposicao-a-milei
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