Eleições

Lula agradece Janones e o chama de “nosso general”

Deputado foi ovacionado durante discurso da vitória; canal de WhatsApp administrado por ele reuniu mais de 10 milhões de seguidores na campanha

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Vicklin Moraes
Lula ao lado de Janones em discurso da vitória | Foto: Ricardo Stuckert

Lula ao lado de Janones em discurso da vitória | Foto: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) agradeceu ao deputado federal André Janones (Rede-MG) durante o discurso da vitória nas eleições, neste domingo (25), e o chamou de “nosso general”. Ao citar a atuação do parlamentar na campanha, Lula destacou o trabalho de mobilização dos apoiadores nas redes sociais. A plateia ovacionou Janones e entoou o coro “Janones, guerreiro do povo brasileiro”.

“Eu quero agradecer esse companheiro aqui, o Janones, o nosso general, que teve um papel exponencial nessa campanha para levantar diariamente, de manhã, de tarde e de noite, a moral da nossa tropa”, afirmou o presidente.

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Após terminar o primeiro turno atrás de Flávio Bolsonaro (PL), Lula reuniu aliados para reformular a estratégia de comunicação e ampliar o alcance das propostas da campanha nas plataformas digitais.

Nesse contexto, ganhou destaque o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, administrado por Janones, que chegou ao fim da campanha com mais de 10 milhões de seguidores. O espaço distribuiu materiais e orientações para que apoiadores compartilhassem publicações e participassem de ações coordenadas nas redes sociais.

Durante o discurso da vitória, Lula classificou o resultado eleitoral como uma “derrota do negacionismo” e da mentira. O presidente também afirmou que pretende mudar a maneira de governar e ampliar a participação popular nas decisões da administração federal.

Segundo Lula, o próximo mandato terá mais diálogo com diferentes setores da sociedade, incluindo empresários, educadores, cientistas e mulheres.

O presidente também destacou a segurança pública entre as prioridades do novo governo. Ele defendeu uma atuação mais ampla da União no enfrentamento à criminalidade e afirmou que os estados não conseguem lidar sozinhos com o problema.

“O governo federal nunca teve responsabilidade com segurança pública, porque a Constituição de 88 transferiu toda a responsabilidade para os estados. Agora está provado que os estados não dão conta”, declarou.

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