Eleições

'Exército do Lula' bate 10 milhões de seguidores no WhatsApp

Canal administrado por André Janones (Rede-MG) mobiliza apoiadores do presidente e é alvo de disputa judicial no TSE

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Emanuelle Menezes
Lula (PT) e André Janones (Rede-MG) durante transmissão ao vivo para o "Exército do Lula" | Divulgação/Ricardo Stuckert

Lula (PT) e André Janones (Rede-MG) durante transmissão ao vivo para o "Exército do Lula" | Divulgação/Ricardo Stuckert

O canal de WhatsApp "Exército do Lula", administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), atingiu a marca de 10 milhões de seguidores por volta das 17h50 desta sexta-feira (23).

Criado para mobilizar apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições, o espaço alcançou o número em meio a uma disputa judicial sobre seu funcionamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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A ferramenta é utilizada por Janones para divulgar conteúdos de campanha e organizar as chamadas "missões", em que seguidores são orientados a compartilhar mensagens e ampliar o alcance de publicações nas redes sociais.

O crescimento foi acelerado. Em 12 de outubro, o canal tinha pouco mais de 3,3 milhões de seguidores. Na quarta-feira (21), ultrapassou os 7 milhões.

Canal do WhatsApp atingiu 10 milhões de seguidores nesta sexta-feira (23) | Reprodução
Canal do WhatsApp atingiu 10 milhões de seguidores nesta sexta-feira (23) | Reprodução

Disputa judicial no TSE

O canal chegou a ser suspenso em 11 de outubro por determinação do presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, após um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL). A decisão apontou indícios de disseminação coordenada de conteúdos considerados falsos.

Horas depois, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, determinou o restabelecimento provisório da ferramenta por considerar que ainda não havia provas suficientes para justificar sua suspensão integral.

Nesta sexta-feira (23), o ministro Floriano de Azevedo Marques concedeu uma liminar para impedir que Nunes Marques volte a suspender ou restringir o canal por meio de decisões individuais em procedimentos administrativos.

Floriano afirmou que as ações coordenadas de compartilhamento de conteúdos, como as "missões" organizadas por Janones, não configuram necessariamente uma irregularidade eleitoral.

"Se ilicitude houver, ela será apurada em processo jurisdicional específico, e não em processo de fiscalização que envolve unicamente a relação bilateral entre a Presidência desta Corte Superior e os provedores de aplicação", escreveu.

A decisão ainda será submetida ao plenário do TSE. O caso também é analisado em uma ação de investigação judicial eleitoral apresentada pela campanha de Flávio Bolsonaro, que acusa o canal de disseminar desinformação e pede sua suspensão.

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