Presidente do TSE confirma vitória de Lula e destaca queda da abstenção
Caio Barcellos
O ministro Nunes Marques, presidente do TSE | Antonio Augusto/TSE
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, criticou neste domingo (25) a decisão judicial que prorrogou a votação no segundo turno e afirmou que as consequências da medida poderiam ter comprometido a eleição brasileira.
No pronunciamento de encerramento do pleito que garantiu o quarto mandato de Lula (PT), o magistrado afirmou que a extensão do horário exigiu mudanças nos sistemas e nas rotinas de apuração, além do reforço da segurança de servidores e mesários.
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O ministro também destacou que milhares de urnas já estavam encerradas, sem possibilidade de reabertura, e que o TSE precisou bloquear o recebimento dos boletins de urna, documentos que registram os votos de cada seção eleitoral.
"Em razão do bloqueio, enfrentamos a maior fila de Boletins de Urna já registrada sem saber ao certo se teríamos capacidade de armazenar tantos dados em fila. Somente por este fato poderia ter havido comprometimento de toda a eleição brasileira”, declarou.
Panos quentes
Ao explicar as dificuldades, o ministro ressaltou que suas observações não tinham o objetivo de criticar a decisão judicial, mas de responder a questionamentos nas redes sociais sobre o tempo que levou para analisar o pedido de prorrogação.
Segundo ele, a solicitação chegou por volta das 15h30 e motivou consultas ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia, às prefeituras envolvidas e às equipes técnicas do TSE.
“Não é uma decisão convencional, não é uma decisão que apenas se abre o contraditório. Prorrogar uma eleição é possível, mas ela tem que ser pensada, ela tem que ser calculada e estruturada”, declarou.
Nunes Marques afirmou que a equipe técnica conseguiu contornar as dificuldades e que, após as 19h, o recebimento dos boletins foi liberado em um ritmo que evitou problemas.
“Nós conseguimos solucionar, na realidade não houve problema, nós conseguimos contornar todas essas dificuldades de última hora”, disse.
O magistrado ressaltou que o TSE cumpriu a determinação nos termos em que foi proferida e, na sequência, deu andamento à totalização e à divulgação dos resultados.
“Então temos absoluta segurança de todo o processo eleitoral”, afirmou.
No mesmo pronunciamento, Nunes Marques disse que eventuais insuficiências na oferta de transporte aos eleitores serão apuradas pela Justiça Eleitoral.
“Determinei nos dois turnos que todos os regionais dessem especial atenção a essa questão, posto que compete a cada um deles, no âmbito de suas circunscrições, fiscalizar a disponibilização do transporte das eleitoras e dos eleitores”, afirmou.
O ministro também destacou o recuo na abstenção, de 21,08% no primeiro turno para 19,21% no segundo, com 99,9% das urnas apuradas.
Apesar de ter citado o feito para defender as condições de acesso à votação, reconheceu dificuldades pontuais de deslocamento nas grandes cidades e nas áreas rurais.
"Esse número é especialmente importante nesta eleição em que muito se falou sobre a suposta dificuldade do eleitor votar [...] Naturalmente, essa organização não elimina dificuldades pontuais de deslocamento, sobretudo nas grandes cidades e nas áreas rurais", destacou.
Nunes Marques: prorrogação poderia comprometer eleiçãoPresidente do TSE confirma vitória de Lula e destaca queda da abstenção
Eleições2026-10-26T01:30:21.641ZO presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, criticou neste domingo (25) a e afirmou que as consequências da medida poderiam ter comprometido a eleição brasileira. No pronunciamento de encerramento do pleito que garantiu o , o magistrado afirmou que a extensão do horário exigiu mudanças nos sistemas e nas rotinas de apuração, além do reforço da segurança de servidores e mesários. 🤳Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! O ministro também destacou que milhares de urnas já estavam encerradas, sem possibilidade de reabertura, e que o TSE precisou bloquear o recebimento dos boletins de urna, documentos que registram os votos de cada seção eleitoral. + "Em razão do bloqueio, enfrentamos a maior fila de Boletins de Urna já registrada sem saber ao certo se teríamos capacidade de armazenar tantos dados em fila. Somente por este fato poderia ter havido comprometimento de toda a eleição brasileira”, declarou. Panos quentes Ao explicar as dificuldades, o ministro ressaltou que suas observações não tinham o objetivo de criticar a decisão judicial, mas de responder a questionamentos nas redes sociais sobre o tempo que levou para analisar o pedido de prorrogação. Segundo ele, a solicitação chegou por volta das 15h30 e motivou consultas ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia, às prefeituras envolvidas e às equipes técnicas do TSE. “Não é uma decisão convencional, não é uma decisão que apenas se abre o contraditório. Prorrogar uma eleição é possível, mas ela tem que ser pensada, ela tem que ser calculada e estruturada”, declarou. Nunes Marques afirmou que a equipe técnica conseguiu contornar as dificuldades e que, após as 19h, o recebimento dos boletins foi liberado em um ritmo que evitou problemas. “Nós conseguimos solucionar, na realidade não houve problema, nós conseguimos contornar todas essas dificuldades de última hora”, disse. O magistrado ressaltou que o TSE cumpriu a determinação nos termos em que foi proferida e, na sequência, deu andamento à totalização e à divulgação dos resultados. “Então temos absoluta segurança de todo o processo eleitoral”, afirmou. Transporte e abstenção No mesmo pronunciamento, Nunes Marques disse que eventuais insuficiências na oferta de transporte aos eleitores serão apuradas pela Justiça Eleitoral. “Determinei nos dois turnos que todos os regionais dessem especial atenção a essa questão, posto que compete a cada um deles, no âmbito de suas circunscrições, fiscalizar a disponibilização do transporte das eleitoras e dos eleitores”, afirmou. O ministro também destacou o , de 21,08% no primeiro turno para 19,21% no segundo, com 99,9% das urnas apuradas. Apesar de ter citado o feito para defender as condições de acesso à votação, reconheceu dificuldades pontuais de deslocamento nas grandes cidades e nas áreas rurais. "Esse número é especialmente importante nesta eleição em que muito se falou sobre a suposta dificuldade do eleitor votar [...] Naturalmente, essa organização não elimina dificuldades pontuais de deslocamento, sobretudo nas grandes cidades e nas áreas rurais", destacou.
São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/eleicoes/nunes-marques-prorrogacao-poderia-comprometer-eleicao
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