O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), acolheu uma solicitação do PT e determinou, neste domingo (25), a extensão do horário da votação presidencial por duas horas. Isso significa que parte dos eleitores poderá votar até 19h no horário de Brasília.
Em esclarecimento adicional, o ministrou afirmou a decisão só pode ser cumprida nos locais onde as urnas não foram fechadas.
Na sequência, Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, orientou os Tribunais Regionais Eleitorais a cumprirem a decisão de Zanin.
Por conta desse imbróglio, o TSE optou por paralisar também a contabilização dos votos.
O caso teve como pano de fundo o fato de que ambas as campanhas à Presidência -- de Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) -- acionaram a Justiça Eleitoral neste domingo (25) para pedir a extensão do horário de votação do segundo turno das eleições.
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Na decisão, Zanin cita dificuldades no transporte público nos municípios de Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas, na Bahia, por falta de frota suficiente para transportar eleitores até os locais de votação.
O ministro considerou a gravidade dos fatos relatados e a urgência da medida, destacando que o caso chegou ao STF às 16h32. Ele atribuiu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a responsabilidade de cumprir a decisão.
Pedidos das campanhas
A Federação Brasil da Esperança e coligação Brasil Pronto pra Mais, que apoiam Lula, pediram que o horário de votação fosse estendido em todo o país até as 19h. A solicitação apontou as dificuldades no transporte público em diferentes cidades.
A campanha de Flávio Bolsonaro também pediu a prorrogação por duas horas, até as 19h, em municípios de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul afetados por chuvas intensas, alagamentos e falta de energia elétrica. O pedido cita cidades como Belo Horizonte, Poços de Caldas, São Borja, Itaqui e Uruguaiana.
O encerramento da votação estava previsto para às 17h, no horário de Brasília. A campanha de Flávio concentrou o pedido em localidades afetadas por eventos climáticos, a de Lula solicitou a extensão nacional.























