Justiça cobra explicações sobre frota de ônibus em SP
Após denúncia da campanha de Lula, juiz pediu informações à prefeitura; SPTrans alega dificuldades para ampliar circulação na véspera da eleição
Emanuelle Menezes
Ônibus em São Paulo | Paulo Pinto/Agência Brasil
A Justiça Eleitoral de São Paulo determinou neste domingo (25) que a Prefeitura de São Paulo e a SPTrans prestem explicações imediatas sobre a circulação de ônibus na capital paulista durante o segundo turno das eleições. A decisão vem após denúncias da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de que a redução da frota estaria dificultando o deslocamento de eleitores aos locais de votação.
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Em nota encaminhada ao SBT News, a SPTrans afirmou que recebeu a determinação para colocar 100% da frota em circulação apenas às 13h10 de sábado (24), com menos de 12 horas de antecedência em relação ao início da operação.
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Segundo a empresa municipal, todas as concessionárias foram comunicadas da decisão judicial às 13h32. A SPTrans, no entanto, alegou que a ampliação da frota em prazo tão curto enfrenta dificuldades operacionais, especialmente para reorganizar as escalas de trabalho dos motoristas.
"Os operadores relataram dificuldades para readequar, de forma imediata, escalas de trabalho, jornadas e rotinas previamente organizadas. A programação dos profissionais também havia considerado o direito à folga e a organização necessária para assegurar o exercício do voto", afirmou a empresa.
A SPTrans sustentou ainda que o planejamento original havia sido elaborado com base na demanda de passageiros. No domingo anterior, cerca de 6,9 mil ônibus circularam pela cidade, oferecendo aproximadamente 8 milhões de lugares e transportando 3,4 milhões de pessoas.
A empresa afirmou que o plano operacional havia sido encaminhado previamente aos órgãos eleitorais, sem questionamentos até então, e que a mesma programação foi adotada no primeiro turno.
O que determinou a Justiça Eleitoral
Na decisão deste domingo, o juiz Tiago Ducatti Lino Machado, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, determinou que a prefeitura e a SPTrans sejam intimadas eletronicamente para prestar informações imediatas sobre a oferta de ônibus municipais.
A campanha de Lula relatou problemas especialmente em bairros da zona leste, como o Itaim Paulista, e afirmou ter observado poucos veículos circulando também na região central e na Avenida Paulista.
A coligação que apoia o presidente alegou à Justiça que as empresas de transporte estariam operando com apenas 60% da frota, em desacordo com a determinação anterior de circulação de 100% dos ônibus.
A SPTrans informou que segue monitorando a circulação dos ônibus e atuando junto às concessionárias. A passagem nos ônibus municipais permanece gratuita aos domingos, por meio do programa Domingão Tarifa Zero, em vigor desde dezembro de 2023.
Justiça cobra explicações sobre frota de ônibus em SPApós denúncia da campanha de Lula, juiz pediu informações à prefeitura; SPTrans alega dificuldades para ampliar circulação na véspera da eleiçãoEleições2026-10-25T19:11:25.687ZA Justiça Eleitoral de São Paulo determinou neste domingo (25) que a Prefeitura de São Paulo e a SPTrans prestem explicações imediatas sobre a circulação de ônibus na capital paulista durante o segundo turno das eleições. A decisão vem após denúncias da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de que a aos locais de votação. + ACOMPANHE A APURAÇÃO AO VIVO, A PARTIR DAS 17H, NO Em nota encaminhada ao SBT News, a SPTrans afirmou que recebeu a determinação para colocar 100% da frota em circulação apenas às 13h10 de sábado (24), com menos de 12 horas de antecedência em relação ao início da operação. Segundo a empresa municipal, todas as concessionárias foram comunicadas da decisão judicial às 13h32. A SPTrans, no entanto, alegou que a ampliação da frota em prazo tão curto enfrenta dificuldades operacionais, especialmente para reorganizar as escalas de trabalho dos motoristas. "Os operadores relataram dificuldades para readequar, de forma imediata, escalas de trabalho, jornadas e rotinas previamente organizadas. A programação dos profissionais também havia considerado o direito à folga e a organização necessária para assegurar o exercício do voto", afirmou a empresa. A SPTrans sustentou ainda que o planejamento original havia sido elaborado com base na demanda de passageiros. No domingo anterior, cerca de 6,9 mil ônibus circularam pela cidade, oferecendo aproximadamente 8 milhões de lugares e transportando 3,4 milhões de pessoas. A empresa afirmou que o plano operacional havia sido encaminhado previamente aos órgãos eleitorais, sem questionamentos até então, e que a mesma programação foi adotada no primeiro turno. O que determinou a Justiça Eleitoral Na decisão deste domingo, o juiz Tiago Ducatti Lino Machado, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, determinou que a prefeitura e a SPTrans sejam intimadas eletronicamente para prestar informações imediatas sobre a oferta de ônibus municipais. A campanha de Lula relatou problemas especialmente em bairros da zona leste, como o Itaim Paulista, e afirmou ter observado poucos veículos circulando também na região central e na Avenida Paulista. A coligação que apoia o presidente alegou à Justiça que as empresas de transporte estariam operando com apenas 60% da frota, em desacordo com a determinação anterior de circulação de 100% dos ônibus. A SPTrans informou que segue monitorando a circulação dos ônibus e atuando junto às concessionárias. A passagem nos ônibus municipais permanece gratuita aos domingos, por meio do programa Domingão Tarifa Zero, em vigor desde dezembro de 2023.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/eleicoes/justica-cobra-explicacoes-sobre-frota-de-onibus-em-sp
Durante votação neste domingo, vice-presidente, candidato à reeleição, Geraldo Alckmin, comemora atos de apoio à chapa de Lula e lamenta polarização nas ruas