Eleições

Procon encontra 544 ônibus parados em garagens de Salvador

Fiscalização ocorreu após denúncias de eleitores; TRE-BA determinou prisão de secretário municipal e circulação de 100% da frota

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Emanuelle Menezes
Ônibus parados em garagem de Salvador neste domingo (25) | Reprodução

Ônibus parados em garagem de Salvador neste domingo (25) | Reprodução

O Procon da Bahia identificou 544 ônibus parados em cinco garagens de empresas de transporte público de Salvador, neste domingo (25), dia do segundo turno das eleições presidenciais. A fiscalização começou após denúncias de eleitores sobre um suposto bloqueio da saída dos veículos pela prefeitura da capital baiana.

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Na garagem da OT Trans, os fiscais encontraram 55 ônibus parados, mas em condições de circular. Segundo o Procon-BA, a situação descumpre a legislação eleitoral, que determina a disponibilização de toda a frota para garantir o transporte dos eleitores. O órgão informou que adotará as medidas administrativas cabíveis contra a empresa.

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A fiscalização também identificou 118 ônibus parados na garagem da OT Trans G3, em Campinas de Pirajá; 55 na Integra Plataforma Barros Reis (G7); 142 na Integra Plataforma Suburbana; e 174 na OT Trans, na Estrada Velha de Campinas de Pirajá.

Os números foram atualizados às 14h46. Segundo o Procon-BA, as equipes continuam fiscalizando outras garagens da capital.

TRE mandou prender secretário de Mobilidade

Mais cedo, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), desembargador Maurício Kertzman Szporer, determinou que a Polícia Federal prendesse em flagrante o secretário municipal de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, devido à redução da frota de ônibus durante a votação.

A decisão também determinou que a Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) e as concessionárias restabelecessem imediatamente 100% da frota, com transporte gratuito e frequência equivalente à dos dias úteis. A medida deve permanecer em vigor até o fim da votação e pelo tempo necessário para garantir o retorno dos eleitores.

O descumprimento da ordem pode resultar em multa de R$ 1 milhão por hora, aplicada ao município, ao secretário e às empresas responsáveis pelo serviço.

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