Lula pede cassação de Flávio por suposto esquema Dark Horse
A ação propõe também inelegibilidade do senador e do irmão, Eduardo Bolsonaro

"Dark Horse", filme que narra trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) | Divulgação
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral a cassação da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por suspeita de financiamento eleitoral ilícito no caso Dark Horse.
A ação pede a declaração de inelegibilidade de Flávio e do irmão Eduardo Bolsonaro por oito anos.
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Além disso, requer a quebra de sigilos bancário e fiscal, perícias e rastreamento das transferências internacionais.
O pedido foi distribuído ao corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva.
Para a campanha de Lula, as investigações da Polícia Federal Compliance Zero e Carbono Oculto apontam para o uso de dinheiro do Banco Master e do crime organizado, que pode ter servido para favorecer a campanha de Flávio.
O registro da conversa entre Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro é destaque na petição. A campanha petista ressalta que houve uma negociação direta entre Flávio e Vorcaro de um aporte de US$ 24 milhões (aproximadamente R$ 134 milhões). Apenas parte disso teria ido para o filme.
Relatórios da Polícia Federal e informações de colaboração premiada apontam sete transferências que totalizam US$ 12,3 milhões (cerca de R$ 69 milhões), realizadas pela Entre Investimentos e Participações a um fundo sediado nos Estados Unidos, o Havengate Development Fund.
“O elemento mais grave apresentado na ação é a conexão financeira entre a empresa responsável pelas transferências e estruturas investigadas por lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC)”, aponta a campanha de Lula.
A ação sustenta que os recursos podem ter beneficiado eleitoralmente Flávio Bolsonaro por meio da produção audiovisual, da estrutura mantida por Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos e de outras operações financeiras ainda não esclarecidas. Segundo a coligação, há indícios de que recursos de origem ilícita possam ter sido utilizados, direta ou indiretamente, para favorecer a candidatura presidencial sem o devido registro na prestação de contas.























