Eleições

Lula diz que eleição foi derrota do negacionismo

Reeleito com 51,79% dos votos válidos, presidente defendeu maior participação popular nas decisões

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Vicklin Moraes
Lula ao lado de Geraldo Alckmin | Reprodução/Ricardo Stuckert

Lula ao lado de Geraldo Alckmin | Reprodução/Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) classificou a vitória nas eleições presidenciais de 2026 como uma “derrota do negacionismo” e da mentira. Reeleito para um quarto mandato, com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o petista também criticou a atuação de plataformas digitais durante a campanha e defendeu a regulamentação das empresas de tecnologia.

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“Esta eleição foi uma derrota do negacionismo. Foi uma derrota da mentira”, afirmou Lula durante o discurso da vitória, neste domingo (25). O presidente acusou o adversário de mentir durante a campanha e disse que ficou constrangido nos debates eleitorais diante do que classificou como declarações falsas.

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Lula prometeu mudar a maneira de governar e ampliar a participação popular nas decisões da administração federal. O presidente afirmou que pretende dedicar mais tempo ao diálogo com a sociedade e com diferentes setores, como empresários, educadores, cientistas e mulheres.

“Eu posso garantir para vocês que nós vamos mudar o jeito de governar esse país”, afirmou.

Lula ainda defendeu a liberdade religiosa e afirmou que o Estado deve assegurar condições iguais para o exercício de todas as crenças.

Outro ponto destacado pelo presidente foi a segurança pública. Lula afirmou que o governo federal pretende ampliar sua atuação na área por considerar que os estados não conseguem enfrentar o problema sozinhos.

“O governo federal nunca teve responsabilidade com segurança pública, porque a Constituição de 88 transferiu toda a responsabilidade para os estados. Agora está provado que os estados não dão conta”, declarou.

O presidente disse que pretende trabalhar para garantir mais tranquilidade à população e reforçou que o governo deve proteger os trabalhadores e combater a criminalidade.

Ao abordar a relação com o Congresso Nacional, Lula reconheceu que terá de negociar com um Legislativo de perfil mais conservador. Ele afirmou, porém, que pretende trabalhar com os parlamentares eleitos para aprovar as propostas do governo.

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