Economia

Durigan: Fonteles é um ‘excelente nome’ para a Fazenda

Apesar do elogio ao governador do Piauí, ministro da Fazenda afirma que Lula ainda não discutiu mudanças na equipe econômica

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Caio Barcellos
O governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT) e o ministro da Fazenda, Dario Durigan | Fabio Rodrigues Pozzebom e Marcelo Camargo/Agência Brasil

O governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT) e o ministro da Fazenda, Dario Durigan | Fabio Rodrigues Pozzebom e Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça-feira (27) que considera o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), um "excelente nome", ao ser questionado sobre a possibilidade de o petista assumir o Ministério da Fazenda no quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Apesar do elogio, Durigan afirmou que ainda não há definições sobre a composição da próxima equipe econômica.

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Durante entrevista coletiva, o ministro disse ter se reunido com Lula na noite de segunda-feira (26), após retornar de São Paulo, mas negou que tenham discutido mudanças no comando da Fazenda.

"Não tratamos de equipe, isso é um assunto que o presidente vai se debruçar agora nas próximas semanas, nos próximos meses, para definir. Acho o nome do Rafael um excelente nome", afirmou.

A declaração ocorre em meio às especulações sobre a composição do governo após a reeleição de Lula, no domingo (25), e à pressão do mercado financeiro por sinalizações sobre os rumos da política econômica nos próximos quatro anos.

Reunião com Lula

Durigan afirmou que o encontro com o presidente teve como principal objetivo apresentar um balanço da turbulência registrada no mercado financeiro durante o primeiro pregão após o segundo turno das eleições.

Na véspera, o dólar comercial disparou 8,21%, encerrando as negociações a R$ 5,40, na maior valorização diária desde janeiro de 1999, quando foi adotado o câmbio flutuante.

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira (B3), caiu 13,88%, aos 176.608 pontos, no pior desempenho diário desde março de 2020.

Os juros futuros também registraram forte alta, em meio às incertezas sobre a política fiscal do próximo mandato.

Segundo Durigan, ele explicou a Lula o comportamento dos principais indicadores financeiros -como as mudanças de posições dos ativos- e detalhou as providências adotadas pelo governo para enfrentar as oscilações.

Entre as medidas, destacou a recompra de aproximadamente R$ 10 bilhões em títulos públicos pelo Tesouro Nacional e a coordenação com o Banco Central (BC) para acompanhar a reação dos investidores.

“E, claro, sempre relembrando ao presidente a necessidade da gente ter essa sinalização muito propositiva para o mercado e para o Congresso Nacional”, complementou Durigan.

Definições ficam para os próximos meses

Apesar da pressão por mudanças e anúncios, Durigan afirmou que Lula deverá tratar da formação do próximo governo nas semanas e meses seguintes à eleição.

Segundo ele, a equipe econômica ainda precisa discutir com o presidente quais medidas fiscais serão priorizadas no quarto mandato.

Entre as propostas em preparação está uma alteração na legislação para reforçar a busca pelo centro da meta fiscal, ampliando a possibilidade de bloqueio de despesas públicas.

Durigan também afirmou que existem outras medidas em estudo na Fazenda, mas que elas dependem de autorização presidencial para serem anunciadas.

O ministro não confirmou se permanecerá no cargo durante o próximo mandato nem indicou quando Lula pretende definir o futuro comando da política econômica.

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