Diretor da PF diz que MJ decidirá sobre agentes no STF
STF tem hoje 5 servidores cedidos pela PF; retirada de agentes ligados a caso Master é vista como movimento do governo para evitar desgaste em ano eleitoral


Diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues | Divulgação/Lula Marques/Agência Brasil
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou nesta segunda-feira (6) ao SBT News que caberá ao Ministério da Justiça analisar sobre o possível retorno de servidores da Polícia Federal que estão cedidos ao Supremo Tribunal Federal (STF). "Quem cede e solicita o retorno é o Ministério da Justiça", diz o diretor.
O Ministério da Justiça vem, desde abril, articulando a volta de servidores da Polícia Federal. O movimento foi interpretado por integrantes da PF e do STF como uma retaliação ao ministro André Mendonça, do Supremo, responsável pelas investigações do caso INSS e do Banco Master. A requisição é avaliada como um esforço do governo para retirar o delegado Thiago Marcantonio Ferreira do gabinete de André Mendonça, relator do caso Master.
O delegado atua como assessor do ministro desde 2025. Atualmente, ele auxilia Mendonça em decisões relativas aos casos do INSS e do Banco Master.
Além dele, outros quatro delegados da Polícia Federal estão cedidos ao Supremo. Eles estão espalhados nos gabinete de Mendonça, Alexandre de Moraes e Luiz Fux.
O STF confirmou ao SBT News que os servidores continuam exercendo funções na Suprema Corte.
Em abril, o SBT News revelou a articulação do Ministério da Justiça na coluna do Cezár Feitoza. Um ofício com a requisição foi enviado a uma série de órgãos. No entanto, o STF nega ter recebido alguma solicitação até o momento.
O documento, obtido pelo SBT News, argumenta que a volta dos servidores da Polícia Federal está vinculada a "diretriz presidencial voltada ao fortalecimento da segurança pública, com ênfase no enfrentamento ao crime organizado, estabelecida pelo Programa Brasil Contra o Crime Organizado".
O SBT News entrou em contato com o Ministério da Justiça, que afirmou não ter informações sobre o assunto.























