Política

Base do governo minimiza derrota de Messias no STF

Indicado por Lula, chefe da AGU não alcançou votos necessários; aliados dizem que resultado não indica crise

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Senadores da base aliada reagiram à rejeição de Jorge Messias no plenário do Senado para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (29). O chefe da Advocacia-Geral da União (AGU) recebeu 34 votos favoráveis e 42 contrários. Para ser aprovado, Messias precisava de ao menos 41 votos no plenário.

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O líder do governo no Senado, Randolfe Rodrigues, minimizou o resultado e afirmou que o episódio faz parte do processo político.

“Tivemos vitórias e tivemos derrotas. Sofremos derrotas muito sérias ao longo desses anos, e a relação entre o presidente da República, o presidente da Câmara e o presidente do Senado não mudou e não mudará”, declarou.

Randolfe também rejeitou a ideia de crise e criticou reações que classificam o episódio como um problema político maior. O senador ainda disse que o governo não pretende investigar como cada parlamentar votou na sessão secreta.

“Não há crise nenhuma aqui. É uma decisão do Senado. O jogo político é assim: lutar para vencer e saber aceitar a derrota. “Não vamos transformar isso numa caça às bruxas. Ninguém vai perder tempo tentando descobrir como cada senador votou.”

O senador Otto Alencar (PSD-BA) afirmou que, apesar de ter apoiado a indicação, respeita o resultado da votação. “Votei a favor e respeito aqueles que votaram contra.”

Já o senador Jacques Wagner (PT-BA) evitou comentar o desfecho após a votação. Antes da análise no plenário, ele havia demonstrado confiança na aprovação do nome indicado por Luiz Inácio Lula da Silva.

O deputado Guilherme Boulos criticou o resultado e atribuiu a rejeição a uma articulação política no Senado.

“A aliança entre bolsonarismo e chantagem política venceu na rejeição ao nome de Jorge Messias ao STF. O Senado sai menor desse episódio”, afirmou.

Mendonça elogia Messias após rejeição

Pelas redes sociais, o ministro do STF André Mendonça - indicado de jair Bolsonaro para a Corte - lamentou o resultado da votação no Senado. Ele elogiou o perfil de Jorge Messias e destacou a trajetória do indicado também

“Respeito a decisão do Senado, mas não posso deixar de externar minha opinião. O Brasil perde a oportunidade de ter um grande ministro do Supremo”, afirmou.

Com a rejeição de Messias, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode de indicar outro nome para a vaga, ou deixar a decisão para o ano que vem - ou seja, para quem vencer as eleições à Presidência da República.

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