Economia

CNI critica Selic em 14,5% e diz que juros altos travam economia

Mesmo com corte de 0,25% na taxa, Confederação da Indústria diz que juros ainda altos reduzem investimentos e aumentam endividamento de famílias e empresas

Imagem da noticia CNI critica Selic em 14,5% e diz que juros altos travam economia

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) criticou, nesta quarta-feira (29), a decisão do Banco Central do Brasil, por meio do Copom, de reduzir a taxa básica de juros para 14,5% ao ano. Para a entidade, o nível ainda é considerado elevado e prejudica o crescimento econômico do país.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

Segundo o presidente da CNI, Ricardo Alban, o custo do crédito segue em patamar “proibitivo”, dificultando novos investimentos e reduzindo a competitividade da indústria brasileira.

Juros altos pressionam empresas e consumidores

De acordo com a entidade, a manutenção de juros elevados impacta diretamente o endividamento de empresas e famílias, que vem crescendo mês a mês.

A CNI aponta que o cenário atual contribui para o aumento da inadimplência. Dados do Banco Central divulgados na última segunda-feira (27) mostram que o endividamento das famílias brasileiras chegou a 49,9% em fevereiro.

Para os consumidores, juros altos significam menor poder de compra, o que reduz o consumo e desacelera a economia.

“Com juros altos, fica mais difícil investir e crescer. Ao mesmo tempo, empresas e famílias estão cada vez mais endividadas, o que enfraquece a economia”, afirma Ricardo Alban, presidente da CNI.

Inflação abre espaço para novos cortes, diz CNI

A entidade avalia que o cenário inflacionário está sob controle. A projeção é de que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) feche 2026 dentro da meta do governo, cujo teto é de 4,5%.

Segundo a CNI, isso abriria espaço para cortes mais agressivos na taxa de juros sem comprometer o controle da inflação.

Com base na chamada Regra de Taylor, modelo econômico que indica o nível ideal de juros, a entidade estima que a Selic deveria estar em cerca de 11,1% ao ano.

A diferença de 3,4 pontos percentuais em relação ao nível atual indicaria, na visão da CNI, margem para novas reduções nas próximas reuniões do Copom.

Assuntos relacionados

Selic
CNI
Banco Central
Copom

Últimas Notícias