Movimentos sociais voltam a cobrar Lula por indicação de mulher negra para STF
Apesar de incerteza quanto ao perfil do próximo indicado, e quando Lula irá anunciar, grupos de defesa de pessoas negras reativaram campanha

Militantes e associações do movimento negro voltaram a cobrar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quarta-feira (29), pela indicação de uma mulher negra ao Supremo Tribunal Federal (STF) na vaga que seria de Jorge Messias, rejeitado no Senado.
Coalizão Negra por Diretos, Mulheres Negras Decidem, Instituto da Defesa da População Negra (IDPN) são alguns dos grupos que vieram à público. Para defensores dessa ideia, a derrota de Messias zera a disputa e reativa a pressão pela indicação de uma mulher negra no STF, algo inédito na história da corte.
A opção vai contra o perfil de ministros indicados por Lula, até o momento, neste mandato. O presidente tem feito escolhas pessoais por nomes próximos e com laços de amizade. Optar por mulher negra levaria em conta outros critérios. Não há uma mulher negra com notório saber jurídico, como prevê a Constituição, que faça realmente parte do núcleo íntimo de Lula, ressaltam auxiliares da presidência.
Apesar da ideia estar conectada com parte dos brasileiros que declaram voto em Lula, o SBT News apurou que a possibilidade ainda não convenceu o Palácio do Planalto. Nem mesmo a percepção de que a indicação de uma mulher negra poderia impor constrangimento no Senado a qualquer tentativa de derrubada do nome foi vista como suficiente pelo Planalto.
Auxiliares de Lula observaram que o presidente demonstrou serenidade, após tomar conhecimento da derrota de Jorge Messias, e não deve correr para fazer a próxima indicação.
Em 130 anos de história, o STF teve três ministras, Ellen Gracie, Carmen Lúcia, Rosa Weber. Nenhuma negra.

















































