Basília Rodrigues
Basília Rodrigues

Coluna da Basília

Basília Rodrigues gosta de apurar e explicar. Jornalista há 18 anos, é especializada na cobertura de Política e Judiciário. Venceu Troféu Mulher Imprensa, +Admirados Jornalistas Brasileiros, Prêmio Especialistas, NaTelinha/UOL e Engenho.

Justiça

Escritório da família de Alexandre de Moraes processa Alessandro Vieira por declaração sobre PCC

Senador alega que relacionou familiares de Moraes com grupo criminoso do Master, sem vincular à facção, durante entrevista ao SBT News

Imagem da noticia Escritório da família de Alexandre de Moraes processa Alessandro Vieira por declaração sobre PCC
Senador Alessandro Vieira | Andressa Anholete/Agência Senado
Basília Rodrigues

O escritório Barci de Moraes, da família do ministro Alexandre de Moraes, entrou com uma ação contra o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) devido a declarações sobre a investigação da CPI do Crime Organizado e relação com parentes do ministro.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

A ação, que está na vara cível da comarca de São Paulo, pede que Moraes seja indenizado em R$ 20 mil. Valor semelhante seria pago a familiares do ministro, totalizando R$ 60 mil.

Em março, durante entrevista ao programa Sala de Imprensa, do SBT News, Vieira descreveu o repasse de recursos de contas do Master para familiares do ministro.

Para a defesa do escritório, foram “declarações públicas injuriosas e difamatórias” que associaram a família de Moraes, incluindo a esposa Viviane Barci, ao PCC (Primeiro Comando da Capital).

O senador reagiu contra o processo.

“Alegam falsamente que eu disse que dinheiro do PCC pagou o Barci de Moraes. Basta ver o vídeo para constatar que não disse isso. Disse que receberam dinheiro de um grupo criminoso, que é o finado banco Master”, destacou ao SBT.

A ação afirma que o senador estava fora do recinto parlamentar e que fez acusações sob o “pretexto de tecer comentários”. O escritório Barci de Moraes diz que “não há em curso qualquer investigação, de qualquer natureza, contra os autores, familiares do Ministro Alexandre de Moraes, ou, ainda, contra a Sociedade de Advogados que integram, sendo, portanto, além de fraudulentas, absolutamente inadmissíveis e abusivas as afirmações especulativas”.

“Os ofendidos, buscam, portanto, obter a justa reparação pela grave violação de seus direitos de personalidade, suportados em decorrência exclusiva dessas abjetas declarações, cujo teor vem causando sérios danos à honra e à imagem dos autores”, ressalta.

Frase de Alessandro Vieira

Na entrevista, o senador Alessandro Vieira é perguntado sobre informações da CPI do Crime Organizado, da qual foi relator. Ele responde que “você tem apurações em andamento que apontam a chegada de recursos do PCC (Primeiro Comando da Capital), uma organização criminosa violenta, você tem indicativos de pagamento a autoridades de diversos poderes, servidores públicos de carreira, políticos, eventualmente pessoas ligadas ao judiciário”, conclui.

Ao responder outra pergunta, Vieira cita parentes do ministro. “A gente tem informações que apontam circulação de recursos entre esse grupo criminoso e familiares dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. (...) Quando o Master contrata o escritório de advocacia da família do Ministro Alexandre de Moraes, ele está contratando um serviço jurídico? Esse escritório prestou serviços correspondentes aos valores recebidos? Até o momento o indicativo é que não (...)”.

O contrato de R$ 129 milhões do escritório Barci de Moraes com o banco Master tornou-se público, no ano passado, em reportagem do jornal O Globo. O Master é investigado pela Polícia Federal por organização criminosa e lavagem de dinheiro, entre outros.

“Os ofendidos, buscam, portanto, obter a justa reparação pela grave violação de seus direitos de personalidade, suportados em decorrência exclusiva dessas abjetas declarações, cujo teor vem causando sérios danos à honra e à imagem dos autores”, ressalta.

Mais da coluna Coluna da Basília

Publicidade

Publicidade