Política

Anielle diz que denúncia contra Silvio Almeida encoraja mulheres a romper silêncio sobre violência

Ministra da Igualdade Racial afirma confiar na Justiça após PGR acusar ex-ministro por importunação sexual; caso tramita sob sigilo no STF

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Ministra Anielle Franco | Foto: Fabio Pozzebom/Agência Brasil

A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, afirmou neste sábado (21) que a denúncia apresentada contra o ex-ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, representa um incentivo para que mulheres denunciem episódios de violência e não permaneçam em silêncio.

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“A denúncia da Procuradoria-Geral da República é mais uma etapa do reconhecimento da verdade. É também um estímulo para que mulheres que vivem ou viveram violência não sofram em silêncio e denunciem seus agressores”, declarou a ministra.

Anielle afirmou ainda que confia nas instituições e nos esforços do governo, do Judiciário e da sociedade para garantir um país onde mulheres possam viver com segurança e dignidade.

A PGR denunciou Silvio Almeida ao Supremo Tribunal Federal por importunação sexual contra a própria ministra. O caso tramita sob sigilo e é relatado pelo ministro André Mendonça.

Segundo a acusação, o episódio ocorreu em maio de 2023, durante uma reunião no ministério que contou com a presença do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, além de outras autoridades e servidores.

De acordo com a denúncia, assinada pelo procurador-geral Paulo Gonet, o relato de Anielle foi corroborado por testemunhas. Andrei Rodrigues afirmou ter percebido a ministra visivelmente abalada durante o encontro e relatou que ela disse “não aguentar mais”, sem detalhar o motivo à época.

A defesa de Silvio Almeida nega as acusações e afirma que não há provas das condutas descritas. Os advogados dizem confiar na análise do Judiciário.

Almeida foi demitido do cargo em setembro de 2024, após as denúncias virem a público. Durante as investigações, a Polícia Federal identificou ao menos quatro denunciantes.

Almeida foi demitido do cargo em setembro de 2024, após as denúncias virem a público. Durante as investigações, a Polícia Federal identificou ao menos quatro denunciantes.

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