Simone Tebet oficializa filiação ao PSB e reforça articulação de Haddad em SP
Ministra do Planejamento deixa o MDB e passa a integrar a estratégia de frente entre PT e PSB para 2026; nome é cotado para o Senado


Caio Barcellos
A ministra do Planejamento, Simone Tebet, oficializou neste sábado (21) sua filiação ao PSB em São Paulo, em meio às movimentações políticas para as eleições de 2026.
A entrada da ministra na sigla já vinha sendo articulada por lideranças do partido e ocorre após a mudança de seu domicílio eleitoral do Mato Grosso do Sul para o estado. A formalização da transferência será feita no final da próxima semana.
A movimentação reforça a estratégia de construção de uma frente entre PT e PSB no estado mais populoso do país. Tebet é apontada como pré-candidata ao Senado em uma possível chapa liderada por Fernando Haddad (PT) ao governo paulista.
Nos bastidores, a migração de Tebet do MDB para o PSB foi incentivada por nomes do próprio PSB, como a deputada Tabata Amaral e o vice-presidente Geraldo Alckmin, que atuam para ampliar o espaço do partido na disputa estadual e atrair eleitores de centro, sobretudo no interior.
Além disso, a avaliação é que Tebet não teria espaço competitivo no MDB paulista, que hoje está alinhado ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e ao senador Flávio Bolsonaro (PL).
PSB ganha musculatura em SP
A ida ao PSB insere a ministra no núcleo da estratégia eleitoral que vem sendo desenhada para o estado. A expectativa é que ela dispute uma das vagas ao Senado em uma chapa encabeçada por Haddad.
O grupo também pode reunir nomes como o ministro do Empreendedorismo, Márcio França, e a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que avalia deixar a Rede Sustentabilidade.
A expectativa da saída de Marina Silva do partido que ajudou a fundar ganhou força após a deputada estadual Marina Helou deixar a sigla e se filiar ao PSB em São Paulo. Aliada histórica da ministra, Helou integrava o grupo político ligado a Marina dentro do partido.
A saída ocorre em meio a uma disputa interna na Rede, marcada por divergências com a ala liderada pela deputada federal Heloísa Helena, que passou a comandar a legenda após eleições internas.









