Polícia antiterrorista investiga três ataques distintos em Londres
Ataques miraram uma emissora iraniana crítica ao regime e dois alvos judeus; casos são investigados como incidentes separados

Sofia Pilagallo
A polícia antiterrorista investiga três ataques distintos ocorridos em Londres, dois nesta semana e um terceiro no mês passado. Há a suspeita de que o Estado iraniano possa estar por trás das ofensivas. As informações são do jornal britânico "The Guardian".
O acidente mais recente ocorreu na noite de quarta-feira (15), quando um "recipiente em chamas" foi lançado contra o estacionamento dos escritórios da emissora "Iran International", crítica ao regime iraniano, em Wembley, na Grande Londres. A polícia prendeu três jovens, de 16, 19 e 21 anos.
Os outros dois ataques miraram alvos judeus. Também na quarta-feira, pela manhã, a Sinagoga Reformista de Finchley foi alvo de um ataque a bomba e, no mês passado, quatro ambulâncias em Golders Green, administradas por uma instituição de caridade judaica, foram incendiadas.
A polícia prendeu uma mulher de 47 anos e um homem de 46 anos em conexão com a tentativa de ataque à sinagoga; ambos permanecem sob custódia. Já no caso das ambulâncias, quatro jovens, com idades entre 17 e 20 anos, foram presos suspeitos do crime.
A Polícia Metropolitana confirmou que os três incidentes estão sendo investigados pela unidade antiterrorista de Londres. O vice-comissário da Polícia Metropolitana, Matt Jukes, afirmou que estão sendo tratados como incidentes separados e que é muito cedo para especular sobre as motivações.
Os investigadores acreditam que alguns dos suspeitos dos ataques têm antecedentes criminais. Especialistas em contraterrorismo já falaram anteriormente sobre estados estrangeiros que utilizam grupos criminosos para perpetrar atos de violência no Reino Unido.
"Para as pessoas que pensam que podem ganhar dinheiro fácil e rápido cometendo crimes para outros, mostraremos que são tolas. Mostraremos que estão erradas e que enfrentarão as consequências", afirmou o vice-comissário da Polícia Metropolitana, Matt Jukes.
O Harakat Ashab al-Yamin al-Islamia, grupo paramilitar pró-Irã, reivindicou a autoria do ataque à ambulância e sugeriu ser o responsável pelo ataque desta semana à sinagoga. A vice-comissária assistente da Polícia Metropolitana, Vicki Evans, afirmou que investigações estão em andamento e reforçou que é cedo para tirar conclusões.
"Estamos cientes da existência desse grupo. Naturalmente, essa é uma de nossas muitas linhas de investigação, e há muitas outras”, disse a autoridade, acrescentando que um quinto do trabalho policial antiterrorista está atualmente focado em "atividades hostis de estados".









