Política

Ramagem diz que PF é “polícia de jagunços” e agradece a Eduardo Bolsonaro por soltura nos EUA

Ex-deputado se manifestou pela primeira vez depois de ser solto na Flórida; diz ter sido detido por um mal-entendido sobre sua situação migratória

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Alexandre Ramagem é ex-deputado federal | Bruno Spada/Câmara dos Deputados
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Na primeira declaração pública depois de ser solto nos Estados Unidos, o ex-deputado Alexandre Ramagem postou um vídeo nas redes sociais nesta quinta-feira (16) em que ataca o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e agradece ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), ao senador Hiran Gonçalves (PP-RR) e aos jornalistas Allan dos Santos e Paulo Figueiredo por intermediar o contato com autoridades norte-americanas e viabilizar a sua liberação.

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Ramagem deixou o centro de detenção do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE), em Orlando, na quarta-feira (15) depois de ser detido por agentes migratórios na segunda (13). A PF disse que ele permanecia em território americano com um passaporte parlamentar – documento que se tornou irregular após a cassação de seu mandato, no fim de 2025.

Conforme o diretor-geral da PF, a detenção foi fruto de uma cooperação articulada entre Brasil e EUA. Ramagem viajou para o país depois de ser condenado a 16 anos de prisão por envolvimento na tentativa de golpe de Estado. A saída contou com uma fuga da fronteira de Roraima para a Guiana. Ele é considerado foragido por autoridades brasileiras.

No vídeo, o ex-deputado nega a versão. Ele diz ter entrado legalmente no país em setembro do ano passado com passaporte e visto em situação regular e entrado posteriormente com um pedido de asilo político para a família, o que lhe conferiria “status de permanência regular” no país enquanto a solicitação é analisada. Segundo Ramagem, a situação foi esclarecida à “mais alta cúpula” do governo de Donald Trump.

“Com as informações que eram trazidas, eles viram claramente que não era para eu sofrer aquele procedimento, muito menos para estar preso. A minha liberação, então, acabou sendo administrativa, sem necessidade de qualquer pleito, qualquer procedimento judicial. Não houve nem pagamento de fiança, que é comum nesses casos migratórios", afirmou.

Na sequência, Ramagem passa a atacar a Polícia Federal. Ele diz que, ao contrário do que alegam representantes da corporação, ele não está se “escondendo” nos EUA, já que mora em uma casa com o conhecimento do governo americano, além de ter as filhas matriculadas em escola pública na Flórida. Como mostrou o SBT News, Ramagem já era monitorado por autoridades dos EUA desde o ano passado, quando um oficial de ligação da Polícia Federal brasileira que atua no ICE, em cooperação internacional, levantou informações sobre como ele se mantinha no país.

"Essa nossa Polícia Federal de outrora, com tanta credibilidade, se tornou o quê? Uma polícia de jagunços desse diretor-geral Andrei Rodrigues, que declarou haver uma cooperação policial internacional contra uma situação de completa regularidade. Uma vergonha de diretor-geral. Tem que ser afastado imediatamente das funções", dispara Ramagem.

O ex-deputado menciona ainda uma viagem feita por Andrei a Londres custeada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, em abril de 2024. O diretor-geral foi à Inglaterra para um fórum jurídico, mas também participou de uma desgustação de uma marca de uísque junto a outras autoridades, como os ministros do STF Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o procurador-geral da República, Paulo Gonet. As informações foram reveladas pelo site Poder360.

"Esse diretor-geral desse governo Lula, ineficiente, cheio de compadrios, que acumula escândalos criminosos, acabaram me dando mais uma oportunidade para explicar a perseguição que é feita no Brasil, o lawfare, a farsa do golpe", afirma.

Ramagem finaliza a gravação dizendo esperar justiça para o ex-o presidente Jair Bolsonaro (PL) e para os presos do 8 de Janeiro com a eleição do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). "Temos tudo para mudar o Brasil e fazê-lo grande."

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