Falsa advogada é presa por aplicar golpe milionário no RJ
Michelle Montenegro se apresentava como advogada e herdeira para atrair vítimas; prejuízo estimado ultrapassa R$ 2 milhões

Michelle Montenegro se apresentava como advogada e herdeira para atrair vítimas | Reprodução
Uma mulher que se apresentava como advogada foi presa nesta quarta-feira (3) durante uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro contra fraudes envolvendo obras de arte e imóveis de alto valor. A ação foi realizada por agentes da Delegacia de Defraudações (DDEF).
Michelle Coelho Montenegro foi detida em sua residência, em Ipanema, na zona sul da capital fluminense. Além da prisão, os policiais cumpriram outros nove mandados de busca e apreensão.
Segundo a Polícia Civil, Michelle teria criado uma falsa imagem de credibilidade para conquistar a confiança da vítima. Ela se apresentava como advogada e herdeira de um grande patrimônio, oferecendo participação em supostos investimentos milionários relacionados à venda de um imóvel em Copacabana e à comercialização de obras de arte de alto valor.
As investigações apontam que a suspeita prometia altos lucros para convencer a vítima a realizar pagamentos antecipados e transferências financeiras. Os prejuízos estimados ultrapassam R$ 2 milhões.
Além das perdas financeiras, obras de arte pertencentes à vítima teriam desaparecido ou sido negociadas sem autorização.
Michelle Montenegro não era advogada
De acordo com a investigação, Michelle não possui inscrição ativa na Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro (OAB-RJ). Ela chegou a ter um registro como estagiária, mas a inscrição foi cancelada posteriormente. Por esse motivo, segundo a polícia, ela não estava habilitada para exercer a advocacia.
Durante o cumprimento dos mandados, os agentes localizaram uma das obras de arte que era alvo da investigação. Os envolvidos poderão responder pelos crimes de estelionato e apropriação indébita.
Suspeita era assessora da Casa Civil do Rio
A investigação também revelou que Michelle ocupava, desde 6 de outubro do ano passado, um cargo de assessora na Secretaria Estadual da Casa Civil do Rio de Janeiro.
Nomeada sob o nome de Mia Montenegro, ela recebia salário líquido de aproximadamente R$ 12 mil mensais.
Após tomar conhecimento da prisão e das investigações, a Secretaria da Casa Civil informou que promoveu a exoneração da servidora. A demissão foi publicada em edição extra do Diário Oficial nesta quarta-feira.















